sexta-feira, 22 de abril de 2011

O parto da montanha

O governo do Estado anunciou, há cerca de um ano, ao meio de uma fanfarrice, mudanças radicais na política de saúde. Dentre elas: o Programa do Fila Zero e a inauguração do Hospital da Criança. Que não deu em nada. Agora é a vez do salvador programa de privatização da saúde e hospitais públicos.

O milagre acontecerá com a entrega da gerência da nossa saúde pública às Organizações Sociais de Saúde (OSS).

Isso está me parecendo o parto da montanha. Deus queira estar equivocado.

Em vez de investir prioritariamente na área da nossa saúde pública, o governo Federal afirma que o Sistema Único de Saúde (SUS) atingiu quase a perfeição.

O nosso Estado tem pavor de discutir saúde pública, especialmente políticas para aumentar o insuficiente número de leitos hospitalares em todos os nossos 141 municípios.

Fica pior ainda quando o assunto é a construção de um hospital de Clínicas na cidade de quase 300 anos.

A bomba acaba caindo na cabeça das prefeituras sendo, a mais atingida, a de Cuiabá.

Os governos Federal, Estadual e Municipal, continuam tratando o setor privado da saúde como vilão, ao mesmo tempo em que o tem como referência única de eficiência e qualidade para recebê-los como pacientes.

Os recursos federais e estaduais transferidos, apesar de ridículos, não são executados em benefício da nossa saúde pública, e sim, trabalhados pela engenharia contábil-jurídica, diminuindo ainda mais os seus percentuais constitucionais, produzindo com isso inúmeras vítimas inocentes.

A proposta do governo com as OSS tem tudo para terminar como o parto da montanha.

Um belo dia a montanha tremeu após um barulho fortíssimo, e depois rachou num rugido de arrepiar os cabelos.

As pessoas nem respiravam de medo. De repente, do meio do pó e do barulho, apareceu... um rato.

Gabriel Novis Neves

17-04-2011

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