quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Frear


Estou pensando seriamente em frear um pouco as minhas atividades diárias, iniciando pelo ato de escrever.
Um período de reflexão eu creio que seria útil para repensar sobre as misérias do nosso dia a dia.
A política está cada vez pior com a deterioração das suas principais instituições.
É tanta injustiça e desigualdade social, que a nossa população vive em estado permanente de perplexidade.
A falta de pudor dos nossos governantes com a coisa pública está retirando da nossa gente a ilusão de dias melhores, assim como a autoestima e autoconfiança.
As castas ainda existem em pleno século XXI em um país dito democrático e socialista.
A insatisfação e a ausência de perspectivas estão afastando os jovens  dos estudos, fazendo-os procurar meios não éticos  para sobreviverem.
Não é por acaso que o Brasil possui o maior contingente de população carcerária do mundo! O pior é que os nossos agentes públicos se orgulham de possuir uma polícia eficiente para conseguir esse recorde.
O correto seria comemorar o esvaziamento dessas universidades do crime através de um grande esforço na área educacional, o melhor antídoto para a barbárie.
Triste é notar que esses depósitos de gente são compostos, em sua maioria, por negros e pobres.
Sendo o país da corrupção, nada mais estranho que esses dados para demonstrar que também somos o país da falta de oportunidades e da injustiça social.
Escrever sobre esses assuntos que são notícias só mesmo para profissionais.
Espero que, afastado por algum tempo, consiga fazer outra leitura da nossa sociedade e retornar oxigenado ao saudável e prazeroso hábito de socializar minhas preocupações com relação, especialmente, à ética, à educação, à saúde, às inovações tecnológicas, ao respeito às crianças e aos idosos.
Vou tentar essas férias após a publicação diária de mais de dois mil artigos.
Espero encontrar mais ética e menos demagogia por parte dos nossos governantes no trato das nossas necessidades básicas após esse período de descanso.
Aos que me honraram com suas leituras, meu muito obrigado e até breve.

Gabriel Novis Neves
30-06-2015

FELICIDADE


Vivemos procurando uma forma de buscar este sentimento, meta de todos nós, ainda que não saibamos exatamente onde encontrá-lo. 
Apesar das inúmeras definições de grandes pensadores, nenhuma delas traduz, em sua plenitude, tudo aquilo que nós gostaríamos de sentir como verdadeiro.
Penso ser uma espécie de utopia, da qual, quanto mais nos aproximamos, mais ela nos parece distante, tamanha a nossa dificuldade em reconhecê-la.
André Maurois, escritor francês, definiu felicidade como uma flor que não se deve colher.
Sartre acha que a felicidade não está em fazer o que a gente quer, e sim, em querer o que a gente faz. Parece-me bem mais coerente.
Descrever a felicidade é diminuí-la, segundo Henry Stendhal.
Assim mesmo, quando menos espero sou surpreendido trocando ideias com amigos sobre a felicidade na vida.
Dia desses, um dos meus interlocutores disse que deveríamos viver duas vidas - uma para ensaiar e outra para atuar.
A conclusão que ele chegou, já estabelecido na casa dos setenta anos, é que é inviável ser feliz sem ter treinado antes.
Daí a importância de uma infância feliz para o resto da vida.
Na sua tese, os frustrados nunca viveram momentos felizes nos seus primeiros anos de vida, por isso não conseguem ser felizes na maturidade e na velhice.
Não há técnica e nem treinamento para essa fase do nosso ciclo vital - e como é fácil ser feliz na infância!, apesar das inúmeras agruras a que somos submetidos pelas chamadas regras da civilização.
Livramo-nos dos inúmeros "nãos” recebidos quando em contato total com a natureza, com suas montanhas seus rios, suas lagoas e cachoeiras.
Os bichos e os jardins domésticos são um santo remédio também para a cura do estresse, um dos males da vida moderna.
A colheita de produtos hortifrutigranjeiros é um excelente exercício para o encontro da felicidade.
Dessa forma, as crianças interioranas são bem mais privilegiadas que as que vivem nos grandes centros urbanos.
O ar puro que se respira nesses ambientes simples, desprovidos das torres de concreto e do asfalto encobrindo o chão da saudável vegetação rasteirinha, aliado à maior sensação de liberdade, tornam essas pessoas mais aptas a momentos mais frequentes de felicidade na vida adulta, com menores cobranças.
A beleza da noite caindo, trazendo uma ligeira queda da temperatura, com as estrelas povoando o azul do céu.
O despertar com o som da orquestra dos pássaros, dos animais vadios das ruas e aves do dia ainda escuro, é pura poesia no dia a dia.
Quantos momentos felizes que um “dimaior” do interior do Brasil tem arquivado em seus neurônios!
O aconchego de uma família de amigos, onde a amizade constitui o alicerce permanente para uma vida feliz, completa a sensação de bem estar comum em cidades menores.
Desencontros sempre existem, mas, se formos treinados valorizando o sentimento da amizade, não há possibilidade de uma separação definitiva.
O excesso de cobrança na nossa educação, onde o exemplo silencioso é nosso professor maior, nos assegura uma felicidade adulta.
Faz bem pensar em momentos felizes anteriores, não para que eles se repitam, porque o passado é passado, mas, para reconhecer que fomos treinados para viver com tranquilidade e paz os dias atuais.
Nossos pais eram bem menos estressados, aliás, nem havia essa conotação para as angustias existenciais presente em todos nós e, por conseguinte, as nossas infâncias demandavam menos obrigações e menos deveres e, principalmente, menos competição.

Gabriel Novis Neves
19-10-2015

Até Marina


Finalmente Marina Silva saiu de cima do muro! Em entrevista à Rádio Gaúcha, a ex-senadora, ex-ministra e ex-candidata à Presidência da República, afirmou que Dilma “não tem mais liderança política no país nem maioria no Congresso”.
Não aprova o processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados.
Diz que a responsabilidade pelas crises econômica e política cabe à Dilma e a Michel Temer, e defendeu o processo de cassação da chapa vitoriosa das eleições de 2014 via Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo de cassação da chapa vitoriosa das eleições com a comprovação que o dinheiro da corrupção foi usado para a campanha do vice e da presidente”, afirmou Marina Silva.
“Impeachment não é golpe, está previsto na Constituição, foi feito contra o Collor, foi pedido pelo PT várias vezes, e eles achavam que não era golpe”, comparou.
Marina disse que Dilma, na eleição presidencial de 2014, “não disse a verdade” sobre a nossa economia.
A fundadora da Rede falou que o discurso de Dilma em campanha agravou a situação do Brasil em 2015, no primeiro do mandato da petista.
“Se Dilma tivesse trabalhado com a verdade, assumiria que corríamos grandes riscos em relação aos inúmeros problemas que tivemos desde 2008”.
É engraçado porque, enquanto países do mundo correram atrás para resolver a crise, disseram aqui na terrinha que “era apenas uma marolinha, e chegaram a dar lição de moral até à Alemanha”.
“Diziam que, se eu ganhasse o governo não teria maioria no Congresso, e hoje a presidente não tem maioria”.
“Diziam que se eu ganhasse, eu iria tirar alimentos das pessoas pobres, e isso ocorre com a inflação que atinge a mesa dos trabalhadores”.
“Diziam que, se eu ganhasse, iria acabar com Pronatec e Prouni, e isso o governo está fazendo. As pessoas projetam em você o que vão fazer”, concluiu Marina Silva.
Este artigo foi elaborado também com o Estadão.
Seu conteúdo mostra a situação grave que vivemos.

Gabriel Novis Neves
08-01-2016

VERDADE


A nossa educação vai de mal a pior. Múltiplos fatores compõem esses ingredientes de atraso nacional. Seria estafante enumerá-los, sendo a maioria do conhecimento público.
Talvez, esse processo “maligno” tenha o seu início logo nos primeiros dias da vida extrauterina.
Embora, nessa idade a criança não possua ainda capacidade de entender, a falta da verdade nas relações pais e filhos, seja o início de toda essa tragédia humana.
Educadores modernos e mais esclarecidos recomendam que mesmo nesses primeiros dias, há necessidade dos pais conversarem com os seus filhos transmitindo todo seu amor, usando sempre a verdade. De tanto ouvir o certo, essa criança ao adquirir o seu poder cognitivo, dificilmente se surpreenderá ou traumatizará com aquilo que desde cedo se acostumou a ouvir. Como exemplo, poderei citar o caso das crianças adotadas. Seus pais não biológicos, apesar, de todo o amor dedicado a elas têm dificuldades em saber se dizem a verdade sobre a sua origem genética ou não.
Em que fase da vida dessa criança seria o momento ideal para a revelação?
Pesquisas apontam que muitos pais preferem esconder dos seus verdadeiros filhos não biológicos a sua correta identidade. Quando a criança fica sabendo sobre a sua verdade, o trauma é muito intenso. Outros deixam para o tal momento oportuno, que é inoportuníssimo quando adulto seu filho descobre que seus pais são mentirosos, numa hipócrita situação de protegê-los.
A criança tem que ouvir desde o seu nascimento que ela não saiu da barriga da mamãe, mas, é tão querida e amada como se fosse igual a maioria dos bebes.
A mania de esconder a verdade das crianças parece que faz parte da nossa cultura.
Em uma educação onde é descoberta pelos filhos a mentira, seus resultados são os mais desastrosos possíveis, criando a desconfiança e falta de amizade no relacionamento pais e filhos.
Quando as novelas de televisão em horário nobre há anos vêm martelando sobre adoção de crianças, onde fica nítido o preconceito que jamais deveria existir sobre o filho não biológico, já passou o momento de uma reflexão sobre esse assunto.
Os pais deveriam aprender a dizer sempre o sim aos seus filhos como início do diálogo.
A educação necessita urgentemente melhorar preparando a criança para a vida.
O início tem que ser em casa sem artifício da mentira incompatível com a educação. Só a verdade salvará as nossas crianças.

Gabriel Novis Neves
09-05-2015

31 de dezembro


De todos os dias do ano este é o mais envolvido em crenças, superstições e tradições.
Para cumprir com todos os rituais que a nossa cultura nos impõe teríamos de seguir uma liturgia quase impossível de ser executada.
A começar pelo vestuário: qual a cor da roupa a ser usada nesta noite para nos trazer saúde, paz, amor, dinheiro e muita felicidade no ano que está alvorecendo? Parece que o branco da paz e o amarelo da fortuna são os preferidos.
E o tipo de comida para a ceia do Réveillon? Comer carne de animais que ciscam para trás, como a galinha, estão vetadas para os supersticiosos, pois atrasam a vida das pessoas. 
A carne de suínos, que é um animal que fuça pra frente, é a preferência nacional. 
Comer peixe na virada do ano também se tornou uma tradição, pois faz bem para a saúde e deixa o organismo mais leve – principalmente depois da comilança do Natal. O bacalhau emplaca o topo desta lista. Ostra e camarão têm os seus simbolismos: as ostras atraem coisas boas e camarão simboliza o riso fácil.
Sementes de romã e de uva, em número de sete, têm de ser chupadas e seus caroços guardados na carteira de dinheiro até o próximo dia 31 de dezembro. A uva simboliza boa sorte e a romã dinheiro e bênçãos.
Outro prato tradicional são as lentilhas, pois abrem caminho para a fortuna. 
As frutas são muito bem vindas como sobremesa. Uma grande bandeja com frutas frescas variadas, principalmente as amarelas e alaranjadas – segundo reza a crença elas lembram moedas de ouro e atrai dinheiro e sorte. E, de acordo com as tradições orientais, não podem faltar as tangerinas, que representam o sol, o grande doador da vida e da luz. 
As frutas secas ou cristalizadas, como figo, pêssego, ameixa, damasco e maçã, por exemplo, significam sorte e fartura para o próximo ano.
A bebida, lógico, é o vinho espumante, ou champagne. O vinho é considerado sabedoria e vida. E, de preferência, servido em taças de cristal para purificar as energias espirituais.
Lançar ao mar flores, sabonetes, perfumes ou qualquer outro presente para Iemanjá na virada do ano faz com que os nossos problemas sejam levados para o fundo do mar.
E por que devemos pular sete ondas? Segundo os gregos, o mar tem poder espiritual para renovar nossas energias. Sete é um numero espiritual. Pulando sete ondas você invoca iemanjá, e ela que dará forças para vencer as dificuldades do ano que se inicia.
Passar o ano em ambiente fechado ou aberto? Orando ou dançando? Em casa, clube ou molhando os pés nas águas salgadas ou tomando banho de cachoeira?
Entrar o ano pisando com pé direito ou não? Brindar com champanhe ou água natural? Com música, fogos, abraços e beijos, ou simplesmente dormindo?
Essa crueldade cultural que herdamos dos nossos antepassados nos traz, muitas vezes, preocupações desnecessárias. 
Seria tão mais simples crermos somente que o primeiro dia de janeiro é dia de esperança.  
Neste dia celebramos o Dia Mundial da Paz e a festa da Santa Mãe de Deus. E, nada além dos cumprimentos e desejos de felicidades aos amigos e parentes, deveria ser o ritual a seguir. 
Crenças, superstições e tradições. Por eles o primeiro de janeiro de cada ano é marcado. Tudo voltado para a busca da riqueza, prosperidade e paz.
Confesso que cumpro alguns desses rituais. Mas, não para buscar riqueza ou prosperidade. Faço minhas mandingas em busca da paz. 
A paz que devemos buscar insistentemente, todos os dias do ano. Principalmente a paz conosco mesmo. Entendo que nenhum ser possa ser feliz se estiver mal consigo mesmo. 
No entanto, nada conseguimos sozinhos. É necessário que estejamos receptivos para podermos receber toda a ajuda possível. Ajuda, principalmente, do Alto.

Gabriel Novis Neves
31-12-2015

TRASEIRA DE CAMINHÃO


Navegando dia desses pela Internet abri um site que relacionava várias frases de para-choque de caminhão.
A maioria delas é puro humor, mas têm também as religiosas, as reflexivas e as românticas. Dizem que elas representam a filosofia e maneira de ser do brasileiro – que leva na brincadeira todas as suas desventuras.
Três delas me chamaram a atenção: “Dinheiro não traz felicidade: manda buscar”, “A felicidade não é um destino aonde chegamos, mas sim, uma maneira de viajar.” “Alguns causam felicidade em todo lugar que vão, outros em toda hora que partem”.
A palavra felicidade está no topo da cabeça de todo nós. A filosofia, desde sempre, investiga e se propõe a achar uma fórmula para o alcance da felicidade.
Tales de Mileto - que viveu entre 7 a.C. e 6 a.C. - nos traz a mais antiga referência sobre a felicidade. Para este filósofo “ser feliz é ter corpo forte e são, boa sorte e alma formada”.
No mundo contemporâneo a investigação sobre o que nos traz felicidade ainda permanece.
O filósofo paranaense Sérgio Cortella aborda em suas conferências, de forma simples e educativa, este tema.
Assisti a um curto vídeo do seu pensamento sobre felicidade partindo de conceitos antigos que demonstra que a felicidade não é uma simples fórmula onde a felicidade é igual realidade menos expectativa.
Há pessoas que acham que a felicidade é a posse contínua de bens materiais. A verdade é que ela vem do essencial, como a amizade, lealdade, amor, dedicação, carinho e tantos outros valores imateriais.
Procuramos, prossegue o mestre, achar a felicidade no secundário, quando precisamos de autenticidade. A posse de bens não é essencial para encontrá-la. Nunca confundir com dinheiro, que é fundamental, e não, essencial.
Precisamos de coisas simples para ser feliz, que é um ato transitório, momentâneo - não é um estado permanente.
Aquela felicidade artificial adquirida por meio de fármacos ou outras drogas é ilusória e só faz mal à saúde das pessoas.
Temos de ter esperanças e procurar a felicidade diariamente. Ela não cai em nosso colo.
Como é difícil explicar o que é a felicidade!
“Quem busca a felicidade fora de si é como um caracol que caminha em busca da sua casa”. Constâncio C. Vigil, escritor uruguaio.

Gabriel Novis Neves
04-01-2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Estupro


A violência contra a mulher é um problema cultural e vem afligindo a humanidade através dos séculos.
A grande repressão sexual, exacerbada a partir do século V até o século XV, reafirmou no inconsciente coletivo a mulher como coisa, nunca levando em conta os seus próprios desejos. Isso porque, desde a pré-história, e depois passando pelos gregos e romanos, as sociedades eram predominantemente hedonistas, colocando o prazer como mote prioritário de vida.
Com a queda do império romano e o advento do cristianismo, inicia-se um ciclo de ausência absoluta de individualidade e luta contra as tentações.
Amar, só a Deus. A teoria do pecado original foi maciçamente difundida.
A partir do século XII, com o renascimento, aparece o amor cortês, sempre exaltando os prazeres do espírito em detrimento aos prazeres da carne. A verdadeira mulher amada deveria ser inatingível ao toque e apenas venerada como uma deusa. Apenas aí, o amor já se cogita como recíproco.
Os últimos três séculos foram impregnados por todos esses conceitos arcaicos, que faziam do sexo algo abominável. Até os dias de hoje, homens e mulheres ainda sofrem muito com seus medos, culpas e frustrações.
Até 1950, a virgindade ainda era um valor. Apenas entre 1960 e 1980, a verdadeira revolução sexual foi exercida, já que a pílula anticoncepcional estava presente e ainda não havia o HIV.
A partir do século XX, com o aparecimento dos grandes movimentos feministas e as grandes mudanças econômicas mundiais, a mulher consegue entrar definitivamente no mercado de trabalho em todos os setores e inicia assim o seu processo de “descoisificação”.
Entretanto, os estigmas de tantos séculos de opressão, não são assim removidos tão facilmente quanto gostaríamos.
Por outro lado, a mulher, despreparada para essa nova situação, começou a confundir liberdade com libertinagem, extrapolando comportamentos agressivos, tidos como masculinos, nunca antes exercidos e, principalmente, para os quais os homens não estavam programados.
Paralelamente, o mercado de consumo, ávido de novos lucros, jogou na sociedade a propaganda de um erotismo exagerado e a tudo vinculado. Nem as crianças escaparam desse projeto, sendo desde muito cedo estimuladas por suas mães a se tornarem miniadultas, através de roupas e comportamentos inadequados para a idade.
Agregado a tudo isso, a divulgação maciça de músicas com letras e coreografias sempre um forte apelo sexual.
Seios e bundas siliconadas, graças a esse grande mercado erótico, são oferecidos abertamente a preços módicos e suaves prestações mensais, servindo de desejo a mentes mais desavisadas, principalmente as jovens.
A indústria pornográfica já é a terceira maior em crescimento no mundo.
A violência familiar, exacerbada pelas drogas, legais e ilegais, só faz crescer. Campanhas de descriminalização progressivas e sérias, como as que vêm sendo feitas pelos países mais desenvolvidos, não conseguem se sobrepor aos interesses de pequenas minorias que obtém grandes lucros com esse mercado.
Diante de todo esse quadro, no mínimo propício, não é de se admirar que os instintos animalescos, escamoteados pelas leis sociais, estejam recrudescendo com tanta intensidade e frequência. A violência e os casos de estupro, em todas as partes do mundo, têm aumentado, e muito. Países superdesenvolvidos como, por exemplo, a Inglaterra, já mostram níveis assustadores desses casos, apesar das altas penas infringidas aos infratores.
Aprendemos desde muito cedo que onças não devem ser cutucadas com vara curta e sempre que a sociedade se torna muito permissiva, a barbárie começa a imperar.
Já vimos isso inúmeras vezes na história e sabemos os resultados desastrosos que daí advém.
Os conceitos de amor não são imutáveis e o histórico da humanidade está aí para nos comprovar isso.
A nossa vida sexual afetiva está sempre condicionada a atuações do inconsciente cultural e social.

Gabriel Novis Neves
18-05-2013