domingo, 10 de abril de 2011

Fotografar

Virei um defensor intransigente da longevidade. Já vivi 7.5 – muito bem vividos, por sinal. Já vivenciei de tudo um pouco: alegrias, tristezas; amores, desamores; ilusões, desilusões; realizações, frustrações; enfim, a minha trajetória de vida – até aqui – foi semelhante à de qualquer ser vivente.

Ao longo desses anos muitos de meus valores, preconceitos, hábitos, atitudes - e por que não dizer – vícios, sofreram grandes transformações. Ainda bem! Mas, ao dar uma olhadela para trás, verifico que não me arrependo de quase nada que fiz. Tudo aconteceu como tinha que acontecer, e de acordo com os valores que detinha na época.

Entretanto, sinto-me um privilegiado vivendo a fase atual. Um privilegiado sim. Principalmente por ter-me desapegado da idéia reinante de que a velhice é uma fase triste, de debilidade e de imensa solidão. Uma fase para ser temida e lamentada. Mas não por mim. Hoje, disponho de mais tempo para investir em mim mesmo.

Liberto daquela ansiedade peculiar da juventude e madureza, quando o nosso principal foco é trabalhar, trabalhar e trabalhar, para criar condições dignas para a família, pude finalmente descobrir as imensas e prazerosas possibilidades de descobrimentos que agora me cercam.

Por isso virei um defensor da longevidade. Estou aprendendo e descobrindo tanta coisa! Pretendo esticar ao máximo a minha permanência por aqui. Fiz até um cursinho com os nossos irmãos portenhos, de como ganhar tempo. Em linguagem de futebol, isso tem o nome de malandragem ou fazer cera. No Brasil preferem o: “deixa o tempo me levar, devagar, devagarzinho.” Uma mistura filosófica de Zeca Pagodinho com Martinho da Vila.

Mas, na vida tudo passa. Hoje sei que os anos duradouros, foram rápidos. Parece paradoxal afirmar duradouro-rápido, porém, foi isso que aconteceu comigo.

Tecnologias impensáveis para a minha geração, com enormes dificuldades, foram sendo domadas. O uso da telefonia móvel, internet, Ipod, Twitter, Facebook, texto digitados no computador, foram conquistas muito recentes para mim.

Além dessas conquistas, adquiri certas paixões – impensáveis em outros tempos. Como por exemplo, escrever. Escrevo muito, não necessariamente bem. Mas escrevo. Agora adquiri outra paixão: a fotografia.

Até há pouco tempo, quando estava numa roda de bate-papo e o assunto era fotografia, discretamente procurava outro abrigo. Hoje, procuro estar dentro desse abrigo. Estou apaixonado por fotografia! No início desse meu “caso”, confessei a uma amiga cineasta e fotógrafa, sobre o que estava acontecendo comigo. Ela me alertou que eu ficaria viciado.

Não deu outra. Fotografo tudo do nosso cotidiano. O gostoso mesmo são as legendas para as fotos. Contratei o melhor professor de legendas. Se fotografar é arte, legendar é humor.

Com tantas descobertas simples, que me fazem esquecer as misérias deste mundo, tenho ou não razão em pedir uma prorrogação do meu tempo por aqui?

Só sei que estou aberto a descobertas de novas paixões. O que será que virá após as fotografias?

Gabriel Novis Neves

19-01-2011

Um comentário:

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