quarta-feira, 4 de setembro de 2013

ALERTA

Lamentavelmente chegamos ao nível máximo de concentração de CO2 na atmosfera, num patamar de 400 PPM (400 partes por milhão).
Esse foi o grito de alerta dado recentemente pela secretária-executivada Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima(UNFCCC), Christiana Figueres.
Estudos ambientais sucessivos mostram que é difícil prever daqui para frente as consequências nefastas que o aumento desses índices poderão ocasionar.
No mínimo, dentro de pouco tempo, teremos um aumento de dois graus na temperatura terrestre, e um considerável aumento na turbulência dos voos.
De um modo geral, os diversos governos do planeta Terra, sejam eles democráticos, islâmicos, monárquicos ou ditatoriais, não estão nada atentos para esse novo quadro preocupante.
Isso é constatado quando, nos diversos encontros internacionais para esse fim, o resultado é o desencanto para os sete bilhões de habitantes da Terra.
O fato é que a grande maioria desses governos mantêm acordos milionários com as indústrias poluentes, mais especificamente, as petrolíferas e as de gás líquido.
Nesse quadro sombrio, resta apenas à cidadania impor, urgentemente, mudanças culturais, ambientais e comportamentais, alterando assim as leis do mercado de consumo, atualmente desvairado.
Isso teria que incluir novas matrizes energéticas, uma programação urbana diferente e, portanto, novas maneiras de viver. No momento em que o nosso governo se preocupa em diminuir o IPI dos automóveis, estamos, com certeza, indo na contramão da história.
As pessoas deveriam, ao contrário, serem estimuladas a fazer uso inteligente de seus carros, mais para lazer e menos no dia-a-dia, substituindo-os por bicicletas ou pelo uso de transporte coletivo de qualidade.
Também que suas contas energéticas fossem diminuídas, através de um maior uso da energia solar ou eólica. A preocupação obsessiva com o desmatamento teria que ser uma prioridade.
Necessário seria também que os governos parassem de subsidiar, por meio de um acordo global, o óleo diesel e a gasolina, e que se iniciasse a negação de novas patentes energéticas.
Importante que as pessoas comecem a se indagar que tipo de mundo querem deixar para os seus filhos e netos.
Se esperarmos medidas dos órgãos para isso constituídos, tais como G20 ou a OMC, dificilmente teremos medidas eficazes que consigam mudar o cenário atual. Os comprometimentos econômicos vultosos vão sempre impedir esse processo de transformação.
Que fique atenta a humanidade para alterações telúricas, que passarão a ocorrer cada vez de forma mais graves.
Já estamos assistindo esses desastres ecológicos em várias partes do mundo, mas ainda temos, pelo menos, vinte anos para diminuir essas possibilidades e, que se comece já, através da educação das crianças.
Que o ser humano comece a desenvolver cada vez mais a busca do entretenimento através da arte, da cultura, da música e menos nessa fixação única e absoluta com os bens de consumo.
Já está marcado para o fim do ano, na Polônia, um acordo que deverá substituir o protocolo de Kioto, o único já em vigor.
Preocupante, entretanto, é que os países mais ricos não se comprometem a reduzir as suas emissões de gases estufa.
Que faremos com esse belo Planeta?

Gabriel Novis Neves
27-08-2013

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