Adquiri o hábito de escrever logo após tomar o cafezinho pela manhã.
Como não tenho compromissos, isso é bom e ruim.
Bom por exercitar os meus neurônios, mantendo irrigado o meu cérebro.
Ruim porque cria a obrigatoriedade de escrever, que não tenho.
Como consequência vem a rotina que é estéril, sempre acompanhada da falta de criatividade.
Com a catástrofe no Rio Grande do Sul, o assunto condicionado que surge na tela do notebook é sobre essa rebelião da natureza.
Isso foi tanto explorado pela chamada ‘grande mídia’, que passo distante dela!
Quero pautas novas e hoje temos — a temperatura em Cuiabá de 19º!
O sol não apareceu e mandou um leve chuvisco, com nuvens claras e baixas, o necessário para fazer sair dos guarda-roupas os casacos de frio.
Quando a temperatura é mais amena por aqui, o celular fica lotado de vídeos da Chapada dos Guimarães, onde a neblina é intensa e a temperatura é mais baixa que a de Cuiabá.
Aumenta o ‘turismo de inverno’ e todos só pensam em comidas calóricas com um bom vinho.
O cuiabano adora ter casa de veraneio na Chapada.
Dos meus irmãos, dois possuem casa na serra, não contando a sobrinhada.
Prefiro ficar em uma pousada, e dizem que está sendo construído um hotel de luxo, para os turistas.
Embora fique na mesma região, prefiro mais a Chapada às mordomias do Hotel do Manso e Lago.
Manso lembra o agronegócio, diferente da boemia da Chapada com as suas festas e shows nacionais.
Os cuiabanos novidadeiros e de melhor poder aquisitivo, construíram as suas mansões de veraneio nas cercanias do lago e do esplêndido Hotel do Manso.
A Chapada é dos poetas e sonhadores apreciadores da boa comida e vinhos.
E que venha o frio, espero.
Gabriel Novis Neves
15-05-2024
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