quinta-feira, 13 de julho de 2023

EU CAMINHO PARA TRÁS


Depois que completei 50 anos de idade, comecei a caminhar para trás, e já faz um tempinho.


Mas tenho otimismo de chegar aos 100 anos lúcido, dirigindo a minha casa, negócios, escrevendo diariamente para o meu blog.


Tudo isso acompanhado dos “ais” da idade.


A doenças graves que tenho não têm cura, mas não matam.


Vou deixar de ler no meu email notícias diárias da minha Associação de Classe.


É raro o dia em que um colega não parte deste plano terrestre para o Plano Espiritual.


Mesmo sabendo que estou voltando para o ponto de partida, mantenho-me atento e cuidadoso com relação ao meu futuro.


Quem disse que não poderá dar uma zebra e eu cortar a faixa do meu centenário?


Na nossa vida nada é impossível e tudo pode acontecer.


Pelas estatísticas de vida terrestre dos meus pais, o tempo de permanência por aqui é de 90 anos, mas essa regra não está funcionando entre os Novis Neves.


Dos 9 filhos do casal, 2 já abandonaram a nossa companhia, ambos mais novos que eu.


Dois foram operados de tumores e estão curados.


Os outros 5, entre 88 e 68 anos, vão “aos trancos e barrancos”.


Para me manter estável clinicamente uso diariamente 42 medicamentos nas suas mais variáveis apresentações farmacológicas.


Mensalmente faço em ambiente hospitalar imuno infusão de imunoglobulinas.


Todas essas drogas foram receitadas pelos mais brilhantes especialistas que me atendem de forma permanente.


É uma realidade esse caminho para trás considerado normal desde templos bíblicos.


“Do pó viemos ao pó voltaremos”, diz o Gênesis 3.1 da Bíblia Sagrada.


Esta frase foi dita por Deus a Adão, depois que Adão e Eva comeram o fruto da árvore proibida por Deus.


Tenho fé e acredito que faz tempo que caminho para trás.


Tenho receio, como todo ser humano, mas estou fazendo o meu retorno com tranquilidade e consciente da finitude de qualquer ser vivo.


Gabriel Novis Neves

27-06-2023




quarta-feira, 12 de julho de 2023

NASCEU COMIGO


Recebi a visita de um rapaz que nasceu comigo de parto normal, com três quilos.


Chorou alto, urinou e defecou assim que saiu do útero materno, antes da saída da placenta.


O dia e a hora foram determinados por ele.


Todos esses itens citados foram para esclarecer que a sua mãe teve uma gestação saudável e ele nasceu em boas condições de nutrição e vitalidade.


Acompanhei o seu crescimento, vida escolar, namoro, noivado e só não fui ao seu casamento por ser fora de Cuiabá, e eu ter dificuldade de locomoção.


Colocou em prática o "quem casa, quer casa, longe da casa que se casa".


Há onze anos comprou dois lotes de terrenos em um condomínio que estava nascendo, e construiu aos poucos a sua casa própria.


Casado há cinco anos foi o seu décimo primeiro morador, e na ocasião não existia nada na região.


Hoje existem mais de cento e vinte casas habitadas, e o loteamento tem tudo de primeira necessidade, inclusive uma farmácia de uma grande rede que entrega em casa seus produtos.


É um profissional de sucesso na sua área profissional, está consolidado, tudo isto com pouco mais de trinta anos.


Estudioso, é conferencista e escreve artigos técnicos para revistas especializados.


Com o mestrado completo feito em Brasília, Sorbonne e Roma, pretende fazer um concurso público para docente na nossa universidade.


Sua mulher também trabalha em setor público especializado, tendo demonstrado grande competência técnica e ética.


Programaram a chegada dos filhos, aproveitando essa lua de mel esticada para viajar pelo Brasil e mundo afora, aumentando o seu capital cultural.


Veio me comunicar que passará quinze dias entre Israel e Dubai, pois conhece grande parte da Europa, inclusive esteve na Noruega para assistir a Aurora Boreal.


Já esteve pelo México, Estados Unidos e o Canada, e fala fluentemente o inglês.


Muitos me perguntam qual a diferença dos jovens da minha geração para a atual.


É simples.


A minha geração programava a vida, como o economista Delfim Neto nos longos anos quando foi o responsável pela economia do Brasil.


Ele ensinava: “deixemos o bolo crescer no forno, para depois dividi-lo entre todos. ”


O forno do fogão da nossa economia nunca conseguiu fazer o bolo crescer, e ele nunca foi dividido entre os trabalhadores brasileiros.


Em pleno século vinte e um, somos um país carente em saúde, educação, saneamento básico, segurança pública, distribuição de renda, empregos e transportes públicos.


Minha geração é de família numerosa, com oito, nove, quinze filhos.


Era uma dificuldade cursar uma universidade, precisando sair de Cuiabá.


Ao voltar, logo se casavam, vinham os filhos em números reduzidos, com média de três.


Trabalhavam dia e noite, sem férias e nada de supérfluos.


Eu morava em casinhas alugadas com pouco conforto, e guardava a economia para crescer, para construir a minha casa própria.


Só consegui deixar as casinhas alugadas, com mulher e três filhos, após treze anos de concluído o meu curso de medicina.


Meus três filhos fizeram “cursos Imperiais” em universidades brasileiras.


Encaminhei-os após formados, casados e instalados, na falsa ilusão, de “é chegada a hora de dividir o bolo”.


Veio uma doença traiçoeira e levou para outro plano espiritual, minha esposa, mãe dos meus filhos, nove anos mais nova que eu.


O “bolo” ficou sem dividir e eu não fiz nada que deveria fazer, mesmo quando o “bolo estava esmirradinho”.


Para encurtar esta longa história da criança que nasceu comigo há trinta e quatro anos, a geração atual está melhor preparada que a minha, que esperou o “bolo crescer” para passear e conhecer o mundo.


Gabriel Novis Neves

30-05-2023




CUIABÁ SEM PEDAÇOS


Meu avô Dr. Alberto Novis era médico formado pela faculdade federal de medicina de Salvador (Bahia) no século dezenove.


Defendeu tese de doutorado e retornou para sua cidade natal para exercer com sabedoria a sua profissão de médico generalista.


Em 1913 com diminuição acentuada da sua audição foi procurar socorro médico na Europa desenvolvida.


Após consultar com especialistas franceses e alemães, voltou para Cuiabá.


Sua surdez era total e definitiva.


Exerceu outras funções nas empresas do seu sogro, e em 1920 foi diretor da 1ª fábrica de cerveja de Cuiabá, que ficava em Várzea Grande às margens do Cuiabá.


Inconformado com o não exercício da sua profissão de médico, ele soube anos depois que no Rio de Janeiro a universidade federal estava formando especialistas em otorrinolaringologia.


Foi ao Rio, fez a especialização e retornou à sua cidade natal para continuar a exercer a sua profissão de médico.


Foi o 1º otorrino de Cuiabá, tendo atendido seus pacientes até a chegada dos novos colegas otorrinos.


Fez de tudo para que eu me tornasse otorrino para lhe suceder.


Existia um antigo casarão com sobrado entre as ruas Campo Grande e Sete de Setembro que veio a desabar e seus escombros retirados.


No local foi construído uma pracinha com o busto do meu avô e alguns bancos de madeira pelo prefeito Vilanova Torres (1971-1974).


Fica no Centro Histórico de Cuiabá, e na inauguração só a família compareceu e raros amigos.


O busto de bronze foi doado pelo seu filho único, o médico sanitarista Oswaldo Novis.


Ficava em cima de um pedestal de cimento bem colado.


As prefeituras nunca cuidaram deste pequeno espaço público que homenageava ao médico pioneiro, empresário, jornalista, poeta, político, desenhista.


Seu busto está decapitado e sem parte do ombro.


Seu pedestal está com a inscrição em letras escuras e garrafais – CV!


Não acredito que alguma providência será tomada pelos órgãos competentes.


Estou presenciando a Cuiabá sem pedaços.


Ainda há gente que acredita na preservação da nossa memória histórica!


Gabriel Novis Neves

28-06-2023






terça-feira, 11 de julho de 2023

ARQUITETURA


Inaugurei parte do novo hospital do meu plano de saúde, onde mensalmente há dois anos sou tratado com imunoinfusões.


Desta vez as imunoglobulinas humanas vieram da Coréia do Sul; antes foram adquiridas na Índia e China.


A entrada ao local do tratamento é diferente, os espaços para consulta prévia com o médico, dos técnicos de enfermagem e o sanitário fica na ampla sala, sendo este de uso exclusivo dos pacientes e acompanhantes.


Necessitando desse tratamento temos crianças, adultos, idosos.


Mesmo nos pacientes não alérgicos a droga, o gotejamento na veia é lento e geralmente eu deixo o local após cinco horas da minha chegada.


Comentei com uma técnica de enfermagem que agora, sim, elas estavam bem alojadas e para minha surpresa ela me disse que aquele local era provisório.


Nosso setor de atendimento está sendo reformado e isso vai durar pelo menos seis meses, pelas informações do novo arquiteto.


Esse hospital foi inaugurado há cinco meses e já está em reforma!


Será que não houve planejamento arquitetônico ou é a nossa mania de reformar tudo que recebemos dos nossos antecessores?


O pior é que essa extravagância custa dinheiro que sai do bolso de quem paga o plano de saúde.


Isso que é jogar dinheiro no esgoto.


Como é um hábito frequente neste país, quando a sua maior prioridade é a saúde para todos.


A saúde custa dinheiro e sem dinheiro é impossível termos uma saúde de qualidade.


Tenho experiência daquilo que escrevo pelos dois mandatos que exerci de Secretário Estadual de Saúde em períodos diferentes.


Pela implantação de duas faculdades de medicina com hospitais universitários, uma federal e outra privada.


Fui o segundo sócio acionário da Clínica Femina, hospital privado.


Trabalhei na antiga Santa Casa da Misericórdia, hoje Hospital Regional de Cuiabá e Maternidade de Cuiabá, hoje Hospital Geral Universitário da UNIC.


Diretor Geral de um hospital estadual.


Em todos esses lugares com as avaliações favoráveis, os orçamentos sempre foram deficitários!


Que mal à saúde de qualidade faz aos nossos dirigentes?


Não há mistérios, temos que investir em projetos que melhorem a qualidade de vida da nossa gente, sendo a saúde o principal com saneamento básico.


Gabriel Novis Neves

04-07-2023




segunda-feira, 10 de julho de 2023

VITÓRIA


Consegui uma grande vitória ao sair de casa não para ir ao médico, mas participar da reza do terço de São Pedro na casa da minha irmã Araci.


São Pedro é o santo protetor da família Novis Neves escolhido pela minha mãe Irene Novis ao se casar com Olyntho Neves (Bugre) em 1934.


Era comum naquela época as famílias terem um santo protetor, e o da família Novis era a Imaculada Conceição.


A tradição do culto da NS da Conceição iniciou com o meu bisavô médico Augusto Novis no século XIX e continua nos dias atuais do século XXI.


A devoção ao São Pedro tem 88 anos, começou com a minha mãe Irene Novis Neves e continua com a minha irmã Araci.


A grande vitória alcançada foi o de poder ir acompanhado da minha filha Monica e enfermeira Andrea para a reza.


A sensação que senti durante a reza foi de felicidade e de uma profunda saudade dos meus pais, mulher, irmãos e cunhado que nos deixaram e frequentavam sempre as homenagens a São Pedro.


Eu estou velho assim como meus irmãos, cunhadas e cunhados, aumentando a importância do evento religioso criado pelos nossos pais para perpetuar a tradição da família unida pela fé.


Voltei para casa satisfeito em ver toda a família reunida rezando e cantando hinos sacros com a imagem de São Pedro muito bem cuidada no oratório da casa da minha irmã.


Minha preocupação será de novos desfalques na reza do terço do próximo ano, pois estamos no tempo da vida onde tudo pode acontecer entre nós descendentes dos Novis Neves.


Graças a proteção de São Pedro estamos bem de saúde, combatendo com sucesso as doenças da velhice consideradas normais.


Até hoje me lembro da devoção da minha mãe ao nosso santo protetor.


Quando viajei para estudar em 1953 minha mãe fez questão de me acompanhar até o oratório de São Pedro para que eu pudesse me despedir do santo com uma oração e pedisse proteção.


Ela rezou muito para que eu passasse no difícil vestibular de medicina.


Nas poucas vezes que vinha de férias visitá-la, assim que chegava ela me levava para beijar São Pedro e no meu retorno também.


Estou satisfeito como o mais velho dos irmãos em constatar que a fé dos meus pais continua e continuará.


Gabriel Novis Neves

30-06-2023




sábado, 8 de julho de 2023

COMEMORAÇÃO DOS MEUS 88 ANOS


Que eu me lembre, esse aniversário foi bem diferente de todos os outros dos anos anteriores.


Dos quatro primeiros anos de vida não me recordo, apenas tenho uma foto sentado numa cadeira de criança com babador e a minha mãe com Yara nos braços.


Em frente à mesa forrada com uma toalha branca toda bordada, com bolos, salgadinhos, doces e sucos de frutas naturais.


A cerimônia dos comes e bebes só tinha o seu início após a chegada do professor Ezequiel de Siqueira e seus inúmeros cães.


Ele fazia um breve discurso de improviso desejando felicidades ao aniversariante e terminava sempre com os versos de - “batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão, menininha quando dorme, põe a mão no coração”.


Estava aberto o aniversário e ele era o primeiro a ser servido em um pratinho de papelão com talheres de plástico.


Em todos os meus aniversários da época de criança que passei na rua de Baixo, o professor Ezequiel nunca faltou.


Essa tradição há muito desapareceu de Cuiabá e Professor Ezequiel de Siqueira virou nome de Escola Pública.


Conhecia profundamente física, química, matemática e o idioma português.


Poliglota, lia e falava fluentemente o esperanto e fazia numerologia.


Depois que mudei para a rua do Campo, até a minha ida para estudar no Rio de Janeiro, não me lembro das comemorações do meu aniversário.


No período de estudante de medicina e médico, guardo a lembrança dos meus vinte anos, com jantar de “Maria Izabel” no apartamento da minha tia Alba, na rua Sá Ferreira, em Copacabana.


Já em Cuiabá lembro que comemorei meus quarenta anos jantando no restaurante Cacimba  em Santo Antônio do Leverger, com Regina e meu primo Carlos Alberto Botelho, que pernoitou por acaso aqui e foi me visitar.


Regina era de 4 e eu de 6 de julho e ela fazia questão de comemorar essas datas sempre no dia 6.


Monica se casou quando comemorei 50 anos e comemoramos juntos com a família e amigos na rua Major Gama.


Fazia muito frio e Therezinha Vieira preparou uma macarronada inesquecível.


Depois que mudamos para a rua Estevão de Mendonça sempre comemorávamos nossos aniversários cercados de familiares e amigos.


Quando Regina completou 60 anos, meus filhos quiseram lhe fazer uma homenagem especial em um clube da cidade.


Ela não aceitou, então me fizeram uma festa surpresa no clube comemorando meus sessenta e nove anos.


Nunca recebi tantos presentes como nesse aniversário!


No ano seguinte Regina já não estava entre nós e eu deixei de comemorar minha data de nascimento.


Quando completei oitenta anos meus filhos fizeram uma grande festa em meu apartamento para marcar a data, reunindo meus familiares e amigos.


Depois, com problemas de saúde e a pandemia, a data era sempre lembrada pelos meus filhos, netos e bisnetos.


Algumas vezes nem pude sair do quarto para beijá-los.


Nos meus oitenta e oito anos recebi durante todo dia visitas de amigos, amigas, afilhadas e irmãs.


À noitinha  minha filha contratou um bufe para servir frios à minha já enorme família.


Senti o carinho de todos os presentes e o amor emocionante dos meus bisnetos com beijos e abraços sem fim.


Que maravilha!


O amor da família não tem preço!!!


Gabriel Novis Neves

07-07-2023






AS FLORES DO MEU JARDIM


Não é à toa que nasci na Cidade Verde, como é conhecida minha querida Cuiabá.


Desde criança tive uma paixão pelo colorido das plantas e flores com os anos transformada em verdadeiro amor.


Cresci num casarão da rua do Campo, cujo quintal era uma verdadeira floresta que impedia o sol de penetrar.


Seu chão era úmido coberto por folhas mortas que caiam das árvores de médio e grande porte.


Também encontrávamos frutas rasteiras como a melancia e o melão, e legumes, como a abóbora e o pepino.


As raízes que comíamos em nossas refeições e que tínhamos no quintal da nossa casa eram: mandioca, cenoura, beterraba, batata doce e rabanete.


Essa arte era praticada pelas velhas cozinheiras da minha casa de procedência rural e que dormiam no emprego.


Conheciam bem os segredos da terra de onde retiravam parte dos seus alimentos.


O verde e colorido das plantas sempre me seduziram.


Nos anos que estudei no Rio de Janeiro, não tinha plantas no meu quarto de pensão.


Contentava-me admirando o verde abundante da Cidade Maravilhosa.


A natureza foi muito prodigiosa com a cidade, cercada de verde e de belezas naturais.


No meu retorno à minha cidade natal morei em casas alugadas.


A primeira sem quintal, mas com flores em vasos.


A segunda possuía um vasto quintal com árvores frutíferas e plantas.


O primeiro cargo que ocupei foi dirigir um hospital psiquiátrico.


Construí um belo jardim interno e outro externo que humanizaram o manicômio.


Implantei o campus da universidade federal de Mato Grosso.


Paralelamente à construção da sua parte física, transformamos o cerrado de vegetação rasteira.


Plantamos centenas de árvores de pequeno e grande porte por toda extensão do terreno, dando uma nova vida ao árido deserto.


A minha primeira casa própria não tinha quintal e seu fundo era um enorme muro assim como as laterais da casa.


A sua frente possuía um razoável terreno até chegar à casa.


Lá construí um jardim que encantava a todos que chegavam.


Há trinta anos, com meus três filhos casados e por problemas de segurança, a minha mulher comprou um apartamento com ampla cobertura.


Foi instalado um jardim que já mudou de configuração por quatro vezes e acredito ser a última.


Não tem o formato dos anteriores, mas a beleza é a mesma.


O hobby de um jardim e a sua manutenção é cara, mas o prazer que ele me dá não tem custo.


Tenho orquídeas brancas, vermelhas e lilás, lindo beijinho, papoulas, trepadeiras de flores diferentes, primaveras lilás e laranjadas, hibiscos com flores amarelas e vermelhas, pé de jabuticaba, pata de elefante, esqueleto.


Folhagens, coqueiros ornamentais, comigo ninguém pode, flor do deserto, pimenta malagueta, hortelã, alecrim, cebolinha e até boldo.


A minha funcionária, que nasceu no município de Dom Aquino, cuida com tanta sabedoria do meu jardim que não permite que nas suas folgas suas substitutas molhem as plantas.


O fotografa quase diariamente e envia as fotos por WhatsApp para mim e muitos. 


Eu inventei recentemente o hábito de encaminhar essas fotos aos meus amigos, junto com a minha crônica; um jeito gentil e carinhoso de desejar o meu bom dia.


Gabriel Novis Neves

26-06-2023