quinta-feira, 13 de março de 2025

ANTIESTRESSE


Conclui com folga minha primeira tarefa do ano: reunir os documentos para a declaração anual do imposto de renda.

 

Apesar de pagar mensalmente o carnê-leão, no segundo trimestre sou obrigado a quitar o imposto anual.

 

Quem realmente paga imposto no Brasil são os assalariados, enquanto os cofres da União se abarrotam de recursos que, em tese, deveriam ser bem investidos em programas sociais robustos e benefícios para a população — especialmente a mais carente.

 

Os bilionários, por sua vez, recebem incentivos fiscais e ficam livres dessa obrigação.

 

Além disso, certos Poderes da Nação consomem grande fatias dos impostos pagos pelos trabalhadores, sem contar a ineficiência de nossos gestores.

 

As obras públicas, além de caras são muitas vezes intermináveis.

 

Tenho curiosidade de saber quanto já foi investido em obras inacabadas em Cuiabá, como o hospital iniciado em 1983 e até hoje não concluído.

 

Ou o hospital da Universidade Federal, na estrada de Santo Antônio, prometido para a Copa do Mundo de 2014, assim como do VLT —agora rebatizado de BRT.

 

E, depois que as obras finalmente ficam prontas, vêm os custos com aquisição e implantação de equipamentos, hotelaria e a seleção de pessoal qualificado para atendimento ao público.

 

Preciso pedir uma prorrogação de vida para continuar por aqui tempo suficiente para ver esses espaços de saúde, enfim, funcionando.

 

Prefiro nem mencionar as intermináveis obras de recuperação asfáltica de nossas ruas e avenidas, tampouco o término da nossa avenida perimetral.

 

Enquanto isso, a cartilha dos impostos cresce a cada ano.

 

Só os bilionários continuam a salvo das garras do Leão, protegidos por seus incentivos fiscais.

 

Aliás, incentivos que também cheiram a privilégios concedidos a artistas famosos que, convenhamos, não precisam desse dinheiro para viver bem. O nome disso? Lei Rouanet.

 

Enfim, é tanto dinheiro arrecadado da classe média baixa e jogado fora que nem vale a pena relembrar.

 

Cinquenta pessoas lerão este artigo. E daí?

 

Somos nós os responsáveis pela malversação do dinheiro público.

 

Não fomos nós que escolhemos esses gestores?

 

Então sigamos pagando nossos impostos.

 

Para que se estressar?

 

Gabriel Novis Neves

11-03-2025








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