quarta-feira, 21 de junho de 2023

AS ROSAS NÃO FALAM


Cartola foi um dos maiores poetas da nossa música popular, e ele conversava com as rosas do seu jardim.


Certa ocasião ele foi surpreendido pela sua mulher que lhe disse:


“Cartola, como que você conversa com as rosas, se elas não falam? ”


O poeta lhe respondeu: “elas exalam o perfume que roubam de ti. “


Compôs uma das canções mais lindas do nosso cancioneiro popular: “As Rosas Não Falam”.


Tenho no meu grupo de whtsap aproximadamente quatrocentos amigos.


Envio-lhes diariamente a minha crônica, que é o meu bom dia.


Não entendem o meu cumprimento e poucos respondem ao meu bom dia, que é a crônica.


Lembrei-me do Cartola e após a crônica ofereço flores muitas do meu jardim.


“É um jeito simples e bonito de levar carinho àqueles cantinhos da Alma aonde as palavras não chegam”.


É como essas são para você.


Praticamente todos respondem com gestos de generosidade.


As plantas adoecem e, mesmo num sábado pela manhã, chamo o jardineiro para tratar delas.


Espero impacientemente pelo dia de amanhã, para saber como acordaram após um dia de tratamento.


Nada me emociona mais que um jardim florido!


As flores transmitem sossego, um quase silêncio quebrado pelo barulho das folhas sopradas pelo vento amigo.


É o melhor lugar da casa para relaxar e apreciar a beleza das flores coloridas.


Quando estou só no jardim, sonho. Até que o som da melodia que vem de longe atrapalha.


É um verdadeiro paraíso, que um dia os nossos antepassados foram expulsos por cometerem desobediência.


Gostar e cuidar de plantas e flores fazem bem a nossa saúde mental.


Na minha vida pode me faltar de tudo, menos o colorido do meu jardim.


Não quero nem saber se é jardineiro ou paisagista que criou o meu jardim, e o atende quando necessário.


Tive a sorte de ter uma funcionária que é uma verdadeira babá, dando-lhe assistência integral e fazendo a prevenção de qualquer ataque de insetos.


Administra o remédio no horário certo, borrifando e regando as plantas do meu jardim.


Assim vivo com as flores!


Gabriel Novis Neves

10-06-2023




terça-feira, 20 de junho de 2023

O ASSUNTO É FALAR MAL


O cuiabano passa o ano todo se queixando do calor, chegando a implorar aos céus, pelo menos por uma semana de frio.


Chega o frio - e todos se queixam das baixas temperaturas, pedindo a volta do calor.


Nesses raros dias de baixas temperaturas o assunto das várias mídias sociais é comentar sobre o frio só comparável as chuvas.


Nessa ocasião, das chuvas, recebemos mensagens, e até chamadas telefônicas dos mais variados bairros e cidades da Grande Cuiabá, com a pergunta:


“Está chovendo aí? Aqui tá”!


Esse bordão acabou tornando gozação aqui na nossa terra!


O assunto do frio é comentado fartamente nos jornais impressos, rádio, televisão e nas mais variadas mídias sociais.


Em um bairro novo de Cuiabá, a TV fez uma reportagem com uma moradora dizendo que “ a sua planta amanheceu congelada”!


E a imagem da planta esbranquiçada.


Os termómetros de rua registraram 9 graus em Cuiabá, com vento e garoa, coisa inacreditável para os cuiabanos de pés rachados.


Em Chapada dos Guimarães, cidade próxima à Cuiabá foi registrada 7 graus e forte neblina, obrigando o uso do farol pelos automóveis circulantes.


Essas fotos são espalhadas pelos vários grupos da internet e se transformam no assunto do dia, com todos pedindo a volta do calor.


É bem Mato Grosso esse friozinho cujo sol já está se esforçando para mostrar a sua cara, o que não encontramos em cidades grandes.


Nelas o frio é apenas uma estação do ano. Aqui é um acontecimento.


Minha funcionária acabou de me trazer uma xícara de chocolate bem quente, e me avisou que o sol que ameaçou a sair na hora do almoço já havia se recolhido.


“Com certeza teremos que suportar mais uns dias de frio e sinto a minha garganta doer”, disse-me.


Deixou o meu escritório com a receita do remédio para comprar.


Como todos os meses uso imunoglobulinas, estou protegido das inflamações ou infecções, até da garganta.


É difícil agradar os outros o tempo todo, especialmente quando o assunto é calor e todos falam mal dele.


Bastou chegar um friozinho e todos estão a reclamar dele!


A vida sempre foi assim e continuará assim. Agora é falar mal do frio.


Gabriel Novis Neves

14-06-2023




segunda-feira, 19 de junho de 2023

MEXERAM COM A NATUREZA


Este frio que faz em Cuiabá não é normal, e demonstra que a ação do homem na natureza ao longo do tempo provocou diversas alterações climáticas.


Albert Einstein dizia que “a natureza não dá nada nem empresta, não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é transferir aquilo que nós lhe oferecemos”.


Os países mais desenvolvidos, e também os menos desenvolvidos, nunca respeitaram a natureza, e agora estão colhendo o que plantaram.


Frio intenso em lugares de temperaturas sempre elevadas como em “Cuiabrasa”.


Terremotos em lugares virgens desse fenômeno da natureza.


Enchentes com deslizamento de morros e encostas, produzindo inundações em cidades.


Calor inexplicável em cidades de clima ameno.


Tremor de terra no Estado de São Paulo.


Tornados devastadores nos EAU com mortes.


Isso demonstra o grande mal que fazemos à natureza, derrubando matas, produzindo incêndios florestais e poluição do ar.


Emissão de gases poluentes à atmosfera por indústrias e automóveis.


Poluição do solo e recursos hídricos, entre outros fatores.


As florestas dos países europeus não existem mais.


Agora esses países criaram as ONGS para combaterem o desmatamento das florestas nos países em desenvolvimento, como o Brasil.


Essas ONGS gastam milhões de euros por ano dizendo serem protetoras da natureza, mas na verdade seus objetivos são roubar o nosso subsolo rico em minérios raros.


Como são milionárias, têm apoio da mídia e alguns políticos de destaque nacional e “simpatias” de outros poderes da república.


Os Estados Unidos da América do Norte, destruíram as suas florestas de leste a oeste, do Atlântico ao Pacífico, dizimando os seus índios.


Hoje comanda as organizações internacionais de proteção ao meio ambiente, que eles destruíram em parte.


Anualmente é realizada uma reunião com os países mais desenvolvidos e emergentes para discutir a poluição do ar atmosférico e aquecimento da terra.


Até a próxima reunião da ONU, quando esse assunto voltará a ser debatido, ninguém faz nada para “prevenir desastres da natureza”.


Existem também inúmeras reuniões regionais para “debater a proteção do meio ambiente”.


No Brasil a burocracia cuida muito bem do assunto de proteção da natureza.


Temos ministro de Estado, secretários estaduais e municipais trabalhando na proteção do meio ambiente, com muitas reuniões por ano no nosso território.


Se há catástrofes climatologias é por que a natureza agredida está nos respondendo.


“Para bom entendedor, meia palavra basta!


Gabriel Novis Neves

16-06-2023




domingo, 18 de junho de 2023

ENCONTRO DE GENES


Sou fascinado pela história do encontro dos genes, mesmo não sendo geneticista ou especialista em escrever árvores genealógicas.


Acho incrível as peripécias que fazem para se encontrarem.


Gosto muito de lembrar e escrever a união do Novis com o Neves, dando origem a minha numerosa família Novis Neves!


Irei citar o mínimo de nomes e datas nesta crônica para maior fluidez na leitura.


Meu irmão Pedro Novis escreveu com detalhes sobre a família Novis Neves.


Pedro viajou pela Europa e EUA para pesquisar nas listas telefônicas dos hotéis nos países por onde passou, cemitérios e arquivos públicos, o sobrenome Novis.


Até mesmo nos cemitérios e arquivos públicos, mas nada encontrou.


Em Salvador, na Bahia, soube que no século 19, um migrante judeu-europeu chegou à cidade sozinho e começou a fazer negócios comprando e vendendo mercadorias aos Estados mais próximos.


Casou-se com uma viúva baiana e tiveram três filhos homens.


O mais velho ficou no comércio ajudando o pai, o caçula morreu jovem num passeio ao Rio de Janeiro e o do meio estudou medicina na primeira faculdade de medicina imperial fundada em Salvador, em 1808.


Defendeu tese e fez concurso para cirurgião-mor da Marinha Imperial do Brasil, sendo aprovado com distinção.


Ficou pouco tempo em Salvador e foi transferido para servir na Armada de Cuiabá, devido à Guerra do Paraguai com o Brasil.


As tropas do Solano Lopez tinham invadido as cidades fronteiriças do sul do Estado de Mato Grosso e ameaçavam tomar a importante Cidade de Corumbá, único elo de Cuiabá com o resto do país.


O tenente médico da armada chegou cansado à Cuiabá, após dois meses de viagem de navio – Salvador – Bacia da Prata – Corumbá, e depois em uma pequena embarcação até Cuiabá.


No cais do Porto, Augusto Novis, foi recebido por autoridades civis, militares, eclesiastas e sociedade em geral.


À noite houve uma recepção no palacete de uma pessoa muito importante saudando o Dr. Augusto Novis e comitiva.


A nata da sociedade esteve presente levando suas filhas adolescentes para o jantar festivo, à luz de lampiões, ao som de pianos e violinos.


No imenso salão do casarão jovens dançavam.


O Dr. Augusto Novis por delicadeza, tirou uma mocinha para dançar, e encantou-se perdidamente por ela.


Antes de embarcar para Corumbá com a tropa que iria expulsar os paraguaios, já estava noivo.


No seu regresso se casou com a cuiabana e teve muitos filhos.


O nome dos homens iniciava pela letra A e das mulheres com C.


As mulheres foram educadas para casar, os homens para concluir o curso universitário em Salvador.


Dois se tornaram médicos. Um voltou para Cuiabá, que é o meu avô Dr. Alberto Novis, pai da minha mãe Irene Novis.


O outro ficou em Salvador, meu tio Dr. Aristides Novis, formando os Novis de Cuiabá e da Bahia.


Dr. Augusto Novis, meu bisavô materno, morreu em Cuiabá aos 72 anos.


Como o gene dos Neves chegou à Cuiabá?


O Presidente da Província de Mato-Grosso, Coronel José Maria de Alencastro, pediu ao Comando Militar do Rio de Janeiro um engenheiro militar capaz de realizar uma obra de embelezamento de Cuiabá.


O comandante era Floriano Peixoto, da Arma de Engenharia, que fez o curso em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.


Fez amizade com um colega de turma chamado Américo Rodrigues de Vasconcellos, natural de Uruguaiana.


Este era casado com Leonarda Fernandez Vasconcellos, natural da província de Corrientes-Argentina, filha do Almirante Herrara Fernandez que era argentino e mãe paraguaia Lenita Fernandez.


Leonarda não havia completado doze anos de idade quando se casou e no ano seguinte veio residir com o marido major no Alto da Boa Vista no Rio de Janeiro.


Estava servindo no Rio de Janeiro no gabinete de Floriano Peixoto.


Eugênia era carioca, filha única do casal, e até a idade de onze anos, viveu no Rio de Janeiro, quando seu pai foi designado para construir o primeiro Jardim Público de Cuiabá e a fábrica de pólvora que ficava no Porto, onde hoje é o Batalhão da Polícia Militar.


Concluídas as obras e jardinagens do jardim, encantado com a sua beleza o Coronel mudou seu nome para Praça Alencastro, que por muitos anos funcionou como centro do poder em Mato Grosso e lazer dos cuiabanos.


A menina Eugênia despertou uma violenta paixão no cuiabano Gabriel de Souza Neves, meu avô paterno, e logo se casaram.


Tiveram dez filhos homens e cinco mulheres.


Com a posse de Floriano Peixoto na Presidência da República, ele convocou o seu colega de turma para o seu gabinete, no Rio de Janeiro.


Partiu e deixou em Cuiabá a sua filha única Eugênia para educar sua enorme prole.


Seu filho Olyntho Neves casou-se com Irene Novis filha de Alberto Novis, dando origem aos Novis Neves.


É fantástica essa viagem de encontro de genes!


Gabriel Novis Neves

12-06-2023








sexta-feira, 16 de junho de 2023

COMIDAS QUENTES


Quando escrevo sobre culinária peço ajuda à minha cozinheira, pois desse assunto não entendo nada.


Apenas diagnostico se a comida está gostosa ou não para o meu paladar.


Hoje, ao chegar para trabalhar, muito bem agasalhada, a cozinheira foi logo me dizendo, com certeza motivada pelo frio lá fora, que iria preparar um almoço de comida quente.


Comida quente não é aquela que é servida “pegando fogo”.


Geralmente possui caldos ou sopas quentes.


É rica em alimentos gordurosos e carboidratos, e no linguajar do pessoal do fogão, produz substâncias que aumentam a resistência do nosso organismo, como no frio com baixas temperaturas.


Não preparou uma feijoada completa, como temos o costume de falar, mas uma mini feijoada com tudo que encontrou na geladeira.


Além do feijão preto maravilhoso, carne, orelha e costelinha de porco defumada, linguiça paio, tudo muito bem temperado.


Acompanhando o prato quente, uma porção de arroz branco e banana frita.


A comida estava tão gostosa que esqueci de pedir as fatias de laranja lima que estavam cortadas na geladeira.


Ficaram para a sobremesa.


Com o frio que faz em Cuiabá está aberta a época das sopas, escaldados, ensopados, massas, pratos quentes.


Chás, chocolate puro (Cacau em Pó 100%), com bolo de arroz, queijo, polvilho.


Para aqueles que podem, gostam e tem um bom motivo, é pedido um vinho.


O frio parece que aumenta o apetite das pessoas e a tendência é comer mais, encurtando o período entre as refeições.


É quando aumentam as guloseimas e o controle do peso vai às favas.


Todo mundo sai para jantar em restaurantes, pizzarias, botecos, carrocinhas de cachorro quente e nas esquinas para saborear um espetinho feito na hora.


Numa terra em que velório é festa e as pessoas se encontram para conversar.


São também servidos finos salgadinhos acompanhados de café não requentado.


Tudo é motivo de folia, do frio até o futebol de final de semana, seja à tarde ou noite.


Toda mudança de rotina é saudável ao corpo e mente, e este frio fez bem aos cuiabanos.


Que outros venham.


Gabriel Novis Neves

14-06-2023







SEMPRE APRENDENDO


Na vida estamos sempre aprendendo, às vezes coisas simples, também coisas mais complexas.


Quem escreve é obrigado a aprender todos os dias.


Antigamente, quando em dificuldades na escrita, nossa salvação era o velho dicionário da língua portuguesa de capa preta, que toda casa possuía um.


Era apelidado de “pai dos burros”, e até a minha professora do ginasial nos ensinava quando em dúvidas consultá-lo.


Cresci, e o chique era ter em casa uma coleção “Delta Larousse”, mais completa.


Os tempos evoluíram e os dicionários impressos, vendidos em prestações, ficaram obsoletos.


Meus bisnetos recorrem sempre ao aplicativo Google quando precisam.


Só saberão o significado dos dicionários quando consultarem o


Google, bem mais completo que os antigos dicionários.


Existem os sobreviventes das revoluções tecnológicas, que desprezam o celular e a internet.


Tenho um querido compadre cuiabano que na década de setenta foi transferido para Brasília.


Foi com mulher e filhos pequenos, e os educou muito bem.


Está aposentado, mas continua morando na Capital Federal com a mulher.


Seus filhos concluíram o ensino superior, se casaram e cada um foi para o seu canto.


O meu compadre, no Natal e meu aniversário, sempre me escrevia me cumprimentando e matando a saudade.


Colocava a carta envelopada e registrada na Agência dos Correios e Telégrafos mais próxima da sua casa.


Anotava o seu endereço no envelope, inclusive com o número do CEP, para a minha resposta, que nunca aconteceu.


Certa ocasião veio me visitar em Cuiabá.


Pedi o seu número do celular e lhe perguntei se tinha o whtsap.


Ele me respondeu que não usava o celular, e nem a sua mulher, para não perderem a privacidade.


Então me dê o endereço do seu email, insisti.


Ele me respondeu:


Compadre, em minha casa nunca entrou um computador, pois este surgiu quando eu já estava aposentado.


Também estou velho para frequentar curso de aprendizagem de computação.


Ele criou o seu mundo pré - Rondon, o Patrono das Comunicações no Brasil, e vai vivendo muito bem.


Vai aos bancos para pagar os seus boletos e ainda usa talões de cheques.


Seu cunhado tem um celular, mas não atende chamadas.


Só usa quando deseja falar com seus filhos distantes.


Dia desses um colega pediu que eu lhe enviasse um email cumprimentando pelo seu aniversário.


Ele me informaria esse endereço eletrônico secreto e o destinatário ficaria muito feliz quando lesse, pois não é de consultar diariamente a internet.


Disse-me também que eu não esperasse a sua resposta, pois não era seu hábito, embora fosse um homem muito educado.


Viver muito nos propicia realmente aprender muito, inclusive que existem pessoas cultas que não gostam de se comunicar pelos meios modernos que a tecnologia nos dispõe.


É viver e aprender sempre, inclusive, comportamentos exóticos de se comunicar, que temos que respeitar.


Gabriel Novis Neves

04-06-2023




quinta-feira, 15 de junho de 2023

BECO DO URUBU


Diz um antigo provérbio que “quem se arrisca não deve temer”.


Passeando pelos vários tipos de mídia constatei o elevado número de pessoas que gostam de ler e escrever sobre a Cuiabá de antigamente.


Muitas escrevem e não divulgam os seus textos, guardando-os nas gavetas da sua casa até se perderem.


São geralmente profissionais liberais, e quando indagados dizem que o motivo é a timidez, ou medo de críticas.


Talvez um pouco de cada coisa, concluem.


Escrever para quem não é profissional e não vive de escrever, seu trabalho às vezes transmite insegurança e receio de críticas.


Eles se imaginam um “leigo” exercendo uma função que deveria ter formação universitária direcionada às letras ou comunicação, para o caso do escritor.


Para essas pessoas que tem receio de publicar seus textos, não adianta lembrar nomes de escritores famosos que fazem parte da elite da literatura brasileira sem formação universitária.


Muitos dos seus trabalhos são apreciados inclusive por aqueles que sentem insegurança para divulgar seus textos muito bem escritos.


Todos que exercem uma profissão desejam o aplauso de todos, porém a maioria tem medo de errar.


Um craque de futebol nunca pensa em perder um pênalti na decisão de uma Copa do Mundo.


Mas muitos perderam chutando a bola para fora.


Nem por isso deixarão de cobrar pênaltis e jogar futebol.


As críticas recebidas por nossos atos “literários” praticados serão inevitáveis, e deveremos enfrentá-las a nosso favor, procurando melhorar o nosso trabalho.


Receber críticas, às vezes injustas, faz parte do ser humano que, intrinsicamente, é destruidor.


O medo faz parte daqueles que não admitem o erro, mas somos humanos, por isso erramos.


“O Beco do Urubu – era uma ruela estreita, escura e úmida.


Tinha poucas casas e muito mato crescendo às soltas.


Ligava a rua Nova à Prainha, num trecho curto, estreito com o imenso tamarineiro às margens do barranco, que sombreava tudo.


Havia também lixo depositado ali e era a atração dos urubus, daí o apelido.


Um senhor barbudo de idade avançada, aspecto sinistro, calçando botinas de soldado gastas e um fardão militar surrado e boné, circulava pelo local.


Era conhecido como “gênerá Saco”, e dizia que tinha medo de morar em um lugar que só tinha urubu, e quando era obrigado a sair do seu esconderijo em dia de chuva é pra se molhar. “


Gabriel Novis Neves

25-04-2023