sexta-feira, 29 de novembro de 2024

LIVROS DE CRIANÇAS

 

A grande surpresa do nosso último almoço foi a entrega pelas minhas bisnetas dos seus primeiros livros impressos.

 

Aproveitei o domingo para ler por inteiro essas preciosidades.

 

A minha bisneta Maria Isabella tem sete anos e a Maria Regina cinco.

 

E não é que as danadinhas estão conectadas à escrita?

 

São livros de histórias infantis, muito interessantes para ler.

 

Para mim foi o grande presente de Natal que ganhei!

 

Também resolvi deixar de herança para elas as quase 4000 crônicas publicadas no meu blog.

 

As escritoras mirins com a experiência adquirida, podem publicar quarenta livros impressos de cem crônicas cada.

 

O meu escritório, na cobertura do meu apartamento, contém pedaços da história recente de Mato-Grosso e inúmeras fotos históricas.

 

Vou torcer para essas meninas estudarem história e ciências da computação para informatizarem esse acervo.

 

Lá do céu ficarei alegre com o trabalho delas.

 

Os meus filhos e netos ainda não demostraram interesse pelo patrimônio histórico e literário que adquiri em mais de meio século de atividade pública e exercício da Medicina.

 

Quebrei vários tabus estudando em escolas públicas e conquistando espaços no retorno ao meu torrão natal, casado com uma mulher argentina-carioca.

 

Os desafios do dia a dia foram vencidos, e se encontram documentados em crônicas do cotidiano.

 

Esse material que as Marias irão informatizar ficarão guardadas nas nuvens com as crônicas do blog do bar do Bugre.

 

Vou pedir a São Pedro, que tem as chaves do céu, permissão para uma saidinha rápida até as nuvens para matar saudades dos meus textos.

 

No céu é proibido o uso de internet e qualquer aplicativo, menos os gols da rodada do Brasileirão.

 

Fico escrevendo a minha felicidade dessa maneira, e muitos acham que estou pisando em maionese, mas isso é a mais pura verdade que tudo acontecerá.

 

Aguardo as próximas publicações das escritoras mirins, e acho que tenho queda para entrevistá-las no próximo almoço.

 

Gabriel Novis Neves

25-11-2024



INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


Estava procurando no meu celular o endereço telefônico de um compadre, e só me lembrava do seu primeiro nome e que trabalhava em um hospital de São Paulo.

 

Surge o aplicativo Meta AI e inicia a me ajudar.

 

É a primeira vez que isso acontece, e não me lembro de ter colocado Meta AI nos meus contatos do whtsap do iPhone.

 

Conversamos e recebi o número telefônico do meu compadre.

 

Liguei e falei com o compadre para matar saudades.

 

Impressionante a revolução tecnológica nesses últimos cinquenta anos, agora também com a chegada da Inteligência Artificial.

 

Os cursos universitários na área de comunicação, a não ser o jornalismo, não existiam quando eu era estudante e reitor.

 

Tudo aconteceu de uma maneira tão rápida com a chegada da Internet, Google e agora com a IA.

 

Os alunos estão proibidos de entrarem com celulares nas salas de aulas e provas, pois a IA resolve os problemas estudantis.

 

As máquinas já fazem parte do exercício da medicina, desde a anamnese onde o médico basta colocar a queixa do cliente em IA, como nos exames laboratoriais e de imagens feitos por máquinas computadorizadas.

 

A terapêutica, e grande parte das cirurgias, poderão ser realizadas por robôs ou computadores dirigidos por especialistas.

 

A IA na medicina tem potencial para transformar a forma como cuidamos da saúde, mas é essencial abordar os desafios e limitações para garantir uma implementação segura e eficaz.

 

A medicina é uma profissão essencialmente humana, onde a presença do médico é essencial.

 

O paciente necessita do médico à sua cabeceira e muitos ficam curados só com a sua presença física.

 

Muitos sentem necessidade de ler os olhos do médico para saber o que pensam.

 

Quanto mais demorada for a presença do médico, mais satisfeito fica o paciente.

 

Os médicos de antigamente visitavam seus pacientes pelo menos duas vezes ao dia.

 

Os obstetras mudavam para a casa da parturiente até a criança nascer, podendo demorar até dias, e o parto era sempre normal.

 

Apesar do avanço tecnológico nas ciências médicas, o médico continua sendo indispensável ao exercício da boa medicina.

 

Gabriel Novis Neves

26-11- 2024




quarta-feira, 27 de novembro de 2024

NUNCA DESEJEI MORRER


Tenho medo de morrer, mas é parte natural do ciclo da vida.

 

Estive em risco de morte por cinco vezes, nenhum com sucesso.

 

Em 1961, depois de um plantão de 24 horas na Maternidade Álvaro Dias pedi carona a uma estagiária do 5º ano de medicina, com sequelas de poliomielite nas pernas.

 

Ela dirigia o seu veículo pela estrada Jacarepaguá-Grajaú, pista única, sem iluminação, zona norte do Rio de Janeiro.

 

Um carro em alta velocidade vinha em nossa direção, e a estagiária desviou o seu veículo e paramos à beira do precipício.

 

Fiquei com trauma psicológico por algum tempo.

 

Em 1962 foi de ambulância do hospital e Pronto-Socorro Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, quando ia prestar socorro no Alto da Tijuca.

 

Era madrugada e chovia.

 

O asfalto molhado fez com que o motorista da ambulância, que dirigia em alta velocidade, ficasse desgovernada e batesse no poste de energia elétrica.

 

Resultado: tive um profundo corte no joelho direito, necessitando de sutura no centro cirúrgico.

 

Como sequela: tromboflebite na perna direita, tratada com anticoagulantes por meses.

 

Descobri que tinha bradicardia séria no SPA de Sorocaba.

 

No retorno à Cuiabá procurei meu cardiologista Herbert Donizete e ele me encaminhou ao cardiologista Júlio César, que implantou um marca-passo em meu coração.

 

Corri o risco de morrer dormindo.

 

Há 6 anos, após cateterismo cardíaco em Cuiabá feito pelo Dr. Alberto, fui encaminhado para São Paulo.

 

Na época não se colocava prótese de válvula aórtica via transcutânea, só de peito aberto.

 

No dia da minha alta hospitalar, o cardiologista intervencionista Dr. Fausto que implantou a válvula em mim, disse que temeu por minha vida e que talvez eu não fosse chegar vivo à sala de hemodinâmica.

 

Recebi a extrema unção antes da cirurgia e tive medo de morrer.

 

Isso passou após cessar os efeitos da anestesia.

 

Em 1982, num voo de aviãozinho bimotor, Alto Garças-Cuiabá, o comandante ‘cortou’ um dos motores e fizemos um pouso forçado em Rondonópolis.

 

Sabotagem com areia em um dos tanques de gasolina dos motores foi a causa.

 

Nunca senti o tempo passar tão lentamente como naquela manhã de 1982.

 

Sempre procurei a medicina para me salvar, e fico feliz para contar essas histórias, com as bênçãos de Deus.

 

Ninguém vive eternamente, por isso cuido da minha saúde, sem nunca abandonar meus especialistas, odontólogos e fisioterapeuta.

 

Até a demência temida por todos, pode estar relacionada a saúde dos dentes, afirma artigo recente de pesquisadores respeitados.

 

Aprendi muitas coisas na faculdade de medicina como aluno e professor, mas lá não se fala sobre a morte, sobre como é morrer.

 

Quero viver em casa com a minha família e médicos.

 

Gabriel Novis Neves

08-11-2024






terça-feira, 26 de novembro de 2024

PENSANDO BESTEIRA


O soninho estatutário depois do almoço, está cada vez mais curto com o passar dos anos.


Nem tempo tenho para sonhar ou ter pesadelos.


Isso é um sinal de velhice, dizem os antigos.


A vida sedentária nos faz necessitar de poucas horas de repouso para nos recuperar do cansaço da manhã que é fazer nada.


Aposentado e com problemas de locomoção só tenho uma atividade que é escrever sobre o cotidiano.


Meu cérebro precisa de uma sesta de sessenta minutos, e depois eu começo a rolar na cama até me levantar.


O pior é que nesse sono superficial fico pensando em besteiras, como escrevendo essa crônica.


Meus amigos me relatam que têm dificuldades para dormir à noite.


Essa não tenho, pois tomo medicamentos ansiolíticos e indutores do sono, que me garantem de nove até dez horas de sono restaurador.


Quando jovem era bom de cama, dormindo em plantões de hospitais, chegando a realizar cirurgia e retornava para dormir.


Em casa, na época do telefone fixo junto à cabeceira da cama, atendia telefonemas de clientes, receitava, e muitas vezes ia ao hospital acompanhar um trabalho de parto ou uma urgência obstétrica.


Voltava para casa e continuava com o meu sono fisiológico.


Minha jovem e saudosa companheira também era boa de sono, e nunca se importunou pelas chamadas telefônicas ou minhas saídas de madrugada.


Pensar besteiras durante a sesta virou rotina nesses últimos anos.


É quando faço regressões e fico matutando quase acordado.


São fatos reais que com o tempo ficam descoloridos, e pensando besteiras chego a duvidar da sua existência.


Nada que me causa frustrações ou baixa da autoestima.


Acho até bom pensar besteiras, do que ficar por aí perambulando à procura de um presente que não mereço.


Pensei em meu time de coração ser campeão, e meu país ser mais igualitário, com oportunidade para todos.


Que a ‘lei de sempre levar vantagem do Gerson’ seja excluída do futebol e até dos costumes dos nossos políticos, — o famoso ‘toma lá dá cá’.


Enquanto espero acontecer, o melhor é ficar pensando besteira.


Gabriel Novis Neves

21-11-2019




segunda-feira, 25 de novembro de 2024

BESTÃO


Antigamente a palavra bestão significava pessoa muito ignorante ou muito grosseira, e era um insulto.


Assim aprendi na escola, e ela era empregada com esse fim.


A partir da Reunião G20, no Rio de Janeiro, bestão passou a ser o indivíduo que comete o suicídio com fogos de artifícios em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília.


Não tive a sorte de ir cedo para não ter que aprender tudo de novo com os imbecis de plantão.


Mudou o nosso vocabulário, e para pior, quando a frase não vem repleta de palavras estrangeiras de países dominantes.


Chamar quem suicida de bestão é, pelo menos, um ato de deselegância, grosseria, mesmo para aqueles vestidos com a roupa do poder político ou econômico.


O suicídio é um fenômeno complexo e multifacetado que envolve fatores psicológicos, sociais, biológicos e culturais.


Ele ocorre quando uma pessoa, em um momento de intenso sofrimento emocional, acredita que tirar a própria vida é a única forma de aliviar a dor que está sentindo.


Está associado frequentemente a transtornos mentais como depressão, ansiedade e bipolaridade.


O suicídio pode ser influenciado por eventos externos, como perdas significativas, traumas ou isolamento social.


É importante salientar que o suicídio raramente é resultado de uma única causa.


Problemas financeiros ou doenças crônicas também pode aumentar o risco.


Entretanto, muitas pessoas que cometem o suicídio não querem realmente morrer, mas sim escapar de uma situação que parece insuportável.


O suicídio e a eutanásia são conceitos distintos, embora ambos envolvam a questão da morte.


O suicídio é um ato individual em que a pessoa decide a tirar a própria vida como resposta a um sofrimento emocional ou psicológico.


A eutanásia, por outro lado, é um procedimento médico com o consentimento do paciente (quando possível).


Ela ocorre em situações em que uma pessoa sofre de uma doença grave e incurável, que causa intenso sofrimento físico ou psicológico.


A eutanásia é regulamentada por leis específicas em alguns países e envolve a participação de um médico para induzir a morte de maneira controlada e sem dor.


Ficou esclarecido o que é suicídio e bestão?


Gabriel Novis Neves

20-11-2024




domingo, 24 de novembro de 2024

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


Recebi no feriado nacional do 20 de novembro vários vídeos de negros e negras sobre a data.


O de Muhammad Ali, negro, pugilista campeão do mundo, simplesmente é hilariante.


Mostra como o mundo é racista, de forma jocosa.


Ele sempre perguntava à sua mãe: ‘mãe como pode ser tudo branco?


Jesus Cristo era branco com cabelos loiros, olhos azuis e os anjos também.


A Última Ceia só tem homem branco.


O Papa era branco.


Maria que era branca, tinha um cordeirinho com lã branca igual a neve, e a Branca de Neve.


Papai Noel é branco.


Mãe quando morrermos iremos para o céu, e onde estavam os anjos negros que tiraram da foto?


Certamente estavam na cozinha preparando nosso almoço.


O bolo dos anjos era branco, dos diabos de chocolate.


O Presidente dos Estados Unidos, mora na Casa Branca.


Tarzan o rei das selvas africanas era branco, e falava com os animais.


Os africanos estavam lá há milhares de anos e não falavam com os animais.


Tarzan lutava com os negros africanos e quebrava a mandíbula dos leões.


As mulheres negras americanas são lindas, mas tudo que usam são brancas, tipo sabonete, lenço, vestidos e até a cera do chão.


O patinho feio era preto, e gato preto dava má sorte’.


Um advogado negro diz que ganhou muito dinheiro, é rico, capitalista, conservador, se veste bem, é casado e muito bem com uma mulher loira.


Viaja o mundo inteiro por que tem dinheiro, produto dos seus estudos, hospeda-se em hotéis cinco estrelas e seus filhos são matriculados em escolas particulares.


A mulher negra diz ter vergonha do feriado nacional da Consciência Negra, único dia que o negro tem consciência.


Nos outros dias ele não tem.


O movimento negro exalta Zumbi dos Palmares como grande herói, o que é uma falácia.


Ele foi escravagista, bandido, estuprou mulheres, traiu seu tio, e essa história o movimento negro não conta.


Escondem que o preto escravizou o próprio preto.


Heróis do movimento negro como, Luís Gama, José do Patrocínio, Irmão Rebouças, Princesa Isabel, que era branca, foram omitidos.


Gabriel Novis Neves

20-11-2024




AINDA TENHO TEMPO


Terminei de escrever a minha crônica sobre o cotidiano, e fui passear pelo Facebook.


Encontrei tantas melodias lindas, que não resisti a tentação de compartilhar com alguns amigos.


O poeta Vinícius de Morais era mestre em produzir lindos poemas para o maestro Tom Jobim musicá-los.


Seus trabalhos são apreciados no mundo todo, e ‘GAROTA DE IPANEMA’ — seu hino.


Frank Sinatra foi um dos cantores famosos que gravou Vinícius de Morais e Tom Jobim.


Como acho incrível que poemas com versos curtos resumem tudo sobre o amor quando musicados!


Se não existisse a mulher, não haveria música popular, marchas, sambas, boleros...


O morro e o asfalto cantam o amor.


Isso desde os tempos de Chiquinha Gonzaga que nasceu em 1847 e faleceu em 1935.


É autora da primeira marchinha carnavalesca para carnaval carioca de 1900: ‘Ó Abre Alas, Que Eu Quero Passar’, cantada até hoje nas festas dos boêmios.


Noel Rosa que abandonou a medicina para ser músico e compositor, autor de ‘Fita Amarela’, um primor de declaração à mulher amada.


Cartola do morro da Mangueira, descoberto pelo Stanislau Ponte Preta, lavando carros em garagem de edifício em Copacabana.


Autor dos versos e música: ‘As Flores Não Falam’, uma perfeição de apaixonado.


Pixinguinha o compositor inspirado do chorinho ‘Carinhoso’, que morreu dentro de uma igreja em Ipanema, num dia de carnaval.


Ari Barroso, autor de ‘Aquarela Do Brasil’, responsável maior pelos sucessos que Carmem Miranda cantava nos Estados Unidos.


Nelson Cavaquinho que trouxe o morro para a cidade.


É autor de ‘A Flor E O Espinho’, maravilha de poesia e música.


Recentemente Roberto e Erasmo Carlos, com suas músicas de Motel.


‘Sentado à Beira Do Caminho’ e, ‘Como É Grande O Meu Amor Por Você’, são dois dos sucessos da dupla.


Dolores Duran compositora de amores impossíveis, morreu trabalhando numa boate de Copacabana, após cantar ‘A Noite Do Meu Bem’, de sua autoria.


Marisa Monte, em ‘Beija Eu’, letra e música para ser ouvida.


Eu ainda tenho tempo para ouvir canções de amor dos nossos poetas e músicos imortais!


E são tantos!


Gabriel Novis Neves

19-11-2024




sexta-feira, 22 de novembro de 2024

MÊS DOS FERIADOS


Parece que novembro foi o mês com o maior número de feriados, inclusive, ultrapassando o mês de dezembro com os feriados natalinos, fevereiro do carnaval e março da Semana Santa.


Quase todos os meses do nosso calendário possuem um feriado e ponto facultativo, o que vem a dar no mesmo.


Assim mesmo se estuda reduzir o número de horas trabalhadas para igualar ao regime de trabalho dos parlamentares, ministros dos tribunais superiores e de contas.


O Brasil é um país em desenvolvimento quando é fundamental o trabalho.


Não podemos nos comparar com a Finlândia, que possui o povo mais feliz do mundo, ou Mônaco, onde de três habitantes, um é milionário.


Aqui em Cuiabá temos que trabalhar muito para exterminar as 47 favelas existentes, segundo o Censo 2022 do IBGE!


Gostaria de citar algumas favelas detectadas pelo Censo, e que eu nunca soube da sua existência:


Praieirinho, Três Barras, Pedregal, Altos da Serra, Despraiado, Jardim Vitória, Pedra 90, Ribeirão do Lipa, Tijucal, Wantuil de Freitas entre outras.


Nossa vizinha Várzea Grande possui as seguintes favelas: Lagoa do Jacaré, Lagoa da FEB, Vila Vitória, Mapim, Capão Grande, Jardim Esmeralda.


‘Conforme o instituto, para um bairro ser classificado de favela, ele deve ter:


01. Ausência ou oferta incompleta de serviços públicos.


02. Arruamento e infraestrutura que usualmente são autoproduzidos ou se orientam por parâmetros urbanísticos e construtivos distintos dos definidos pelos órgãos públicos.


03.Localização em áreas com restrição definidas pela legislação ambiental ou urbanística.


O Censo divulgou também que a população das favelas são pessoas mais jovens, do país como um todo.


A idade média dos moradores de favelas é de 30 anos.


As favelas são diversas e heterogêneas em suas formas, tamanhos e tipos de construção’.


Aqui em Mato-Grosso ainda temos 3 favelas em Rondonópolis, uma em Sinop e uma em Cáceres.


Temos que trabalhar todos os dias do ano para, pelo menos, encurtar as desigualdades sociais.


Gabriel Novis Neves

19-11-2024




quinta-feira, 21 de novembro de 2024

PERGUNTAR É PRECISO


Durante a minha vida pública de quarenta anos exercendo cargos públicos federais e estaduais importântes, mais ouvia que perguntava.


Nos sessenta e quatro anos de medicina, mais perguntava que ouvia.


Tenho muitas coisas a descobrir.


O médico é obrigado a muito perguntar para se aproximar de uma hipótese diagnóstica quando o paciente, às vezes se expressa na consulta com uma ou duas palavras — dor, ou dor de cabeça.


Nesse período de funcionário público, tive contato com muita gente, e mais ouvia que perguntava.


Lembro-me de um médico que convidei para lecionar na nossa universidade.


Após muito relutar ele aceitou ser professor de Saúde Coletiva, hoje aposentado.


Perdemos o contato.


Quando deixei a reitoria em 1982, voltei a cidade universitária no Coxipó da Ponte por duas ou três vezes em solenidades em que era homenageado.


Não tive nenhuma interferência nas administrações que me sucederam.


Escolhi o hospital universitário Júlio Muller para lecionar a disciplina ginecologia e obstetrícia, até a minha aposentadoria por tempo de serviço.


Retornei ao consultório e implantei o curso de medicina na primeira universidade particular de Mato Grosso (UNIC), sendo seu 1º Diretor.


Há seis anos estou em casa, lendo e escrevendo.


Consegui o whtsap do colega de Saúde Coletiva.


Tenho enviado as minhas crônicas, e ele sempre comenta.


Dia desses perguntei qual a sua especialidade, pois não me lembrava mais.


Ele cordialmente me respondeu e acrescentou.


‘Quando no exército brasileiro em 1965, fui membro da Força Internacional da Paz na OEA.


Lutei na Guerra Civil na República Dominicana em Santo Domingo, como soldado, onde fiquei por dois anos, até vencer a Guerrilha treinada por Cuba, que queria implantar o comunismo como forma de governo.


Os Estados Unidos da América do Norte interviram fortemente, e convocou tropas militares da Organização dos Estados Americanos (OEA) ’.


Retornou ao Brasil e cursou Medicina no seu Estado natal.


Atraído pela universidade veio para Cuiabá.


Pois é!


Tinha um colega herói de guerra e não sabia, por falta de perguntar.


Ele ainda me disse que eu o convidei para dar aula na UFMT, e deixar o seu currículo para reconhecer o Curso de Enfermagem, em 1975.


Também ministrou aulas no Curso de Saneamento Ambiental, no extinto Centro de Tecnólogos. 


Perguntar muitas vezes é importante.


Gabriel Novis Neves

11-11-2014




quarta-feira, 20 de novembro de 2024

O GOLPE DO PRATO DE COMIDA


Conheço vários golpes, desde os mais simples até aos sofisticados da internet.


Bem antes da TV e mídias sociais chegarem, os estudantes de Mato Grosso que conseguiam estudar fora de Cuiabá, ficavam em casas de parentes, repúblicas, pensões, casas dos estudantes e arrumavam um jeito de se manterem na cidade grande.


O Rio de Janeiro, por ser a capital federal, era a cidade preferida dos cuiabanos.


Durante a ditadura Vargas, um político cuiabano de grande prestígio, quebrou muito galho dos estudantes mato-grossenses.


Se fossem estudantes de medicina, com aulas o dia todo, ele os contratavam como detetives do cassino da Urca.


E ainda os orientavam que o jantar era no cassino, com comida farta e deliciosa, tudo de graça.


Podiam comer à vontade, menos consumir bebida alcoólica.


Não precisavam bater ponto, e ainda portavam uma carteirinha da polícia, que valia ouro.


Os estudantes de outros cursos universitários eram alocados pelos ministérios e autarquias.


Ajudou centenas de estudantes carentes que, quando retornavam ao seu torrão natal com diploma universitário, transformavam-se em seus cabos eleitorais qualificados.


Isso é um tipo de golpe chamado de ‘prato de comida’.


Outros colegas encantavam as mães das moçoilas casamenteiras da zona norte do Rio de Janeiro.


Elas acompanhavam as filhas nas noites dançantes dos diretórios acadêmicos.


Com a repetição das noites dançantes, logo as mães das meninas, sabedoras que o dançarino era do interior, o convidava para almoços e jantares.


Mais uma vez o ‘golpe do prato de comida’ terminava em casamentos com os jovens médicos.


O hábito de comemorar vitórias gratificantes com final na mesa de comida é bem antigo.


Um pedido de namoro, uma promoção no serviço, um negócio acertado, sempre terminava em um almoço ou jantar em restaurante famoso, onde o preço é elevado e a comida é pouca.


Essa herança de tudo resolver com um bom almoço ou jantar parece ser dos europeus, o país não sei, talvez a Itália.


O golpe do prato de comida, permanece até hoje.


Almoçar na casa da namorada, de um político importante ou do chefe da repartição é compromisso sério.


Gabriel Novis Neves

24-10-2034





APESAR DAS FALHAS


Embora a internet tenha facilitado, e muito, as comunicações, temos que insistir para resolver os nossos problemas com ela!


A internet da minha casa está funcionando com seguidas quedas, dificultando o meu trabalho.


Fiz cinco ligações para a Operadora, respondi inúmeras perguntas feitas pelo robô, que desligou no momento que eu aguardava o atendente.


No final entrei no aplicativo do meu celular.


Após a visita técnica domiciliar há duas semanas, o técnico constatou que precisava trocar o moldem por um mais moderno, e ligar com cabo o moldem com adaptador ao meu laptop.


Com isso ficaria livre das quedas da internet.


O técnico que veio aqui deixou o número do seu celular, que é de Brasília, para que eu lhe informasse sobre o andamento das quedas da internet.


A base dele é Brasília, mas seguidamente vem à empresa em Cuiabá para ajudar, devido ao número insuficiente de técnicos contratados.


Logo pela manhã entrei em contato com ele via celular.


Ouviu com atenção as minhas lamentações quando pedi a sua ajuda.


Ele me respondeu que estava em Brasília, mas ia entrar em contato com o pessoal daqui para abrir uma chamada para me atender e ofereceria o seu diagnóstico.


A Operadora local depois de muito insistir, agendou uma visita técnica para daqui a três dias, no período da manhã.


Fico na torcida para que o técnico traga um novo moldem, com cabo e adaptador.


Pensei em chamar um técnico particular, mas este não tem o moldem para trocar.


Só o cabo e adaptador.


Ficarei na espera para ver como essa novela terminará.


Outra situação vivida hoje foi com relação ao meu exame de sangue de coleta domiciliar.


Tive que insistir muito para que o pedido fosse lançado no sistema do meu plano de saúde.


Outra besteira tecnológica foi a de querer mostrar o amor às minhas bisnetas, postando no Instagram as fotos do almoço de domingo em minha casa.


Mostrei o que não podia, e avisado apaguei o aplicativo.


Quando o meu neto vier me visitar vou insistir para ele reinstalar o Instagram e me ensinar a postar corretamente fotos da família.


Gabriel Novis Neves

18-11-2024




segunda-feira, 18 de novembro de 2024

NOTÍCIAS DO BRASIL


Consultei O Globo, Folha de São Paulo, UOL, CNN para saber o que está acontecendo no Brasil.


Nenhuma novidade, e as notícias são as de sempre.


A luta crônica sobre o corte de gastos públicos.


O Presidente consultado respondeu: se for para cortar gastos com pessoal, que cortemos de militares, políticos, judiciário, tribunal de contas e empresas.


Os militares resistem a ser incluídos no pacote de gastos.


Uma ala do Supremo Tribunal Federal, admite a necessidade de rever penduricalhos, que faz com que seus salários ultrapassem o teto constitucional.


Dizem que o pior acontece com a remuneração de juízes, promotores e desembargadores dos Estados, com incríveis penduricalhos ultrapassando, e muito, o teto permitido.


A diminuição de gastos públicos só atinge os servidores de baixos salários, onde os cortes institucionais são frequentes.


Nesses casos a justiça é chamada e raramente dá ganho de causa a esses servidores de segunda classe.


Os deputados e senadores estão fora dessa discussão de corte de gastos, produzindo uma cascata de benefícios.


A Universidade de São Paulo (USP) retorna ao topo das melhores universidades da América Latina, seguida pela de Campinas (UNICAMP) e mais três do Brasil, num grupo de dez.


Isso significa um esforço tremendo de professores, pesquisadores, servidores e alunos.


Todos sabem que professores universitários ganham uma merreca, levando excelentes professores à migrarem para a iniciativa privada ou trabalho liberal em seus escritórios e consultórios.


Dos dez melhores hospitais da América Latina, quatro estão na capital de São Paulo, sendo os dois primeiros o Albert Einstein seguido do Sírio Libanês.


O Brasil registra sessenta e seis mil pessoas à espera para fazer transplantes de órgãos.


Há necessidade de uma campanha nacional, para conscientizar a nossa população para a importância social da doação de órgãos.


A mídia publicou também uma lista de palavras que o médico não pode dizer ao paciente, lembrando a importância dos Cuidados Paliativos.


Muitos brasileiros gostariam de saber se descendentes da família real portuguesa ainda recebem proventos do governo federal.


E o famoso bicheiro do Rio de Janeiro, Rogério Andrade, foi transferido para um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, e ficará em uma cela de seis metros quadrados.


Desisti de relatar notícias ocorridas durante a Reunião do G20, no Rio de Janeiro, onde um carro da comitiva Presidencial do Brasil, foi roubado.


Gabriel Novis Neves

13-11-2024




domingo, 17 de novembro de 2024

RACISMO ESTRUTURAL


Li uma notícia no grupo da Academia de Medicina de Mato-Grosso, que um conhecido jogador brasileiro de clube europeu, estava aborrecido por não ser reconhecido pela FIFA como o melhor jogador de futebol do mundo.


Não ganhou a cobiçada ‘Bola de Ouro’, prêmio já concedido a vários craques brasileiros, campeões do mundo.


Em compensação ele é um ‘ativista’ na luta contra o racismo no futebol, e espera ganhar o prêmio Nobel da Paz.


O que me chamou a atenção, foi a festa promovida por ele, defendendo a pauta da ‘luta contra o racismo no mundo’.


A notícia estampava uma foto dele, abraçado à cinco lindas jovens de cor branca e cabelos loiros.


Provavelmente são oriundas de países do leste europeu.


É assim que ele combate ao racismo?!?...


O Brasil é, e sempre foi um país racista desde o seu descobrimento pelos colonizadores portugueses.


O longo período da escravatura com os africanos, produziu uma nação miscigenada.


Os negros que fazem sucesso nos campos de futebol e na música, ganham muito dinheiro e em sua grande maioria, casam com lindas mulheres brancas.


Nada tenho a ver com isso, já que a escolha para quem vai ser a sua companheira é pessoal.


Esse jogador que a imprensa brasileira escolheu como modelo para combater o racismo no mundo, é um ‘encrenqueiro’ nos campos de futebol.


Sempre é muito vaiado por suas atitudes não esportistas, e não pela cor da sua pele.


Craques como Pelé, Didi, Djalma Santos, Zózimo, Paulo César Caju, campeões do mundo, nunca foram hostilizados em campos de futebol da Europa.


O racismo se manifesta de diversas formas ao redor do mundo, variando conforme o contexto histórico, cultural e social de cada país.


No Brasil, o racismo é estrutural e velado, mantendo desigualdades entre negros e brancos como oportunidades de emprego e renda.


Na Europa, muitos imigrantes enfrentam essa discriminação explícita, sendo frequentemente alvos de preconceitos.


Já o racismo cultural rejeita e inferioriza culturas não hegemônicas, desvalorizando tradições e línguas de determinados grupos.


Além disso, há o racismo ambiental, no qual comunidades racializadas, como indígenas e quilombolas, sofrem mais com a degradação ambiental e falta de infraestrutura.


O racismo religioso com perseguições contra praticantes de religiões de matriz africana.


O nosso jogador está preparado para enfrentar essa luta contra o racismo cultural?


Ou é um bilionário exótico dos campos de futebol europeu?


Gabriel Novis Neves

15-11-2024