Regar as plantas era uma das tarefas mais agradáveis da infância!
A água refrescava a terra, espalhava um perfume característico pelo quintal e devolvia o brilho às folhas.
Enquanto segurava o regador, o menino compreendia que toda forma de vida depende de cuidado, dedicação e paciência para crescer saudável e bonita.
O menino crescia aprendendo a respeitar a natureza.
Regar as plantas do quintal e do jardim foi uma das tarefas mais gratificantes da minha infância!
Eu acompanhava o crescimento de cada muda, vendo a casa ganhar mais beleza e receber a visita de borboletas coloridas e pequenos pássaros.
Havia uma alegria difícil de explicar ao perceber que um simples gesto podia conservar a vida e tornar o ambiente mais bonito.
A infância é, talvez, o período mais feliz da existência, porque nela aprendemos a valorizar as pequenas coisas e descobrimos, naturalmente, que toda forma de vida necessita de cuidado, dedicação e paciência.
Regar uma planta é um gesto de amor à natureza.
As crianças aprendem esse sentimento dentro de casa, observando o exemplo dos pais e participando de pequenas tarefas que ensinam responsabilidade e sensibilidade.
Assim nasce o respeito pela vida.
Infelizmente, muitas árvores e plantas nativas do cerrado foram desaparecendo aos poucos.
A antiga cidade verde cedeu espaço ao concreto e o calor tornou-se cada vez mais intenso.
Os ipês, antes abundantes, já não enfeitam as ruas como antigamente, substituídos por edifícios cada vez mais altos.
Eu continuo fazendo a minha parte.
Na cobertura do meu apartamento mantenho um pequeno jardim, com flores e árvores de pequeno porte.
Todos os dias ele recebe água, carinho e atenção.
Quando a terra se umedece e o perfume do jardim se espalha pelo ar, as folhas recuperam o brilho, as borboletas reaparecem e o menino que vive dentro de mim volta a descobrir o encantamento das coisas simples da natureza.
Gabriel Novis Neves
O3-08-2026
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