O
grande teatrólogo inglês Brecht já dizia: "Infeliz da sociedade que
precisa de heróis".
A
partir de 1930, com a grande depressão mundial, começaram a aparecer nas mídias
os super-heróis.
Durante
a Segunda Guerra Mundial a humanidade precisava de figuras heroicas que,
inclusive, combatessem o nazismo que ameaçava se espalhar pelo mundo.
Ficaram
famosos naquela época o Superman, a Mulher Maravilha, o Capitão Marvel, o
Capitão América, o Tocha Humana e muitos outros.
Parece
mesmo que os homens não conseguem se motivar sem os seus heróis.
Nos
dias atuais, com o abuso de exposição
fornecida pela Internet, surgiram as supercelebridades.
Ainda
que meteóricas, são veneradas e seguidas por milhões de pessoas cuja pobreza de
vida emocional faz com que elas precisem de um modelo externo para se espelhar.
É
o mundo da mentira, da futilidade e da anulação da razão.
Os
milhões de amigos conseguidos são apenas virtuais e, quando muito, torna mais
evidente o tamanho da dimensão da solidão de cada um.
Rostos
postados nas redes sociais são sempre alegres, felizes, poderosos, bem
diferentes dos que enfrentamos na vida real.
Tal
como no Poema em Linha Reta, de Fernando Pessoa, vivemos nos questionando se
apenas nós somos vis e inseguros, enquanto que à nossa volta só existem reis,
rainhas e princesas incapazes de uma só vilania?
Enfim,
em dias duros e sombrios nos quais estamos vivendo, haja fantasia para
abrilhantar, pelo menos, alguns momentos do dia.
Gabriel
Novis Neves
01-07-2015
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