Quando o feriado é na quinta-feira, a sexta-feira tem cara de segunda-feira e o dia seguinte é o sábado, véspera de domingo, que é feriado.
Minha cabeça fica rodando, os dias passando e os boletos chegando para pagar.
Há guerras acontecendo pelo mundo, quando feriados e domingos não são respeitados!
Na ressaca pós-feriado, acordamos com inúmeros vídeos em nosso celular.
No país do futebol é bom lembrar que a seleção brasileira jogou na noite anterior na Arena Pantanal, pelas eliminatórias da próxima Copa do Mundo.
Quarenta mil pessoas enfrentaram o preço alto dos ingressos para assistirem à partida de futebol entre o Brasil e a Venezuela.
O gramado da Arena estava bom e a temperatura ‘agradável’ de 36 graus centígrados com sensação térmica de quarenta.
O craque e camisa 10 da seleção não estranhou o clima de Cuiabá, pois atualmente mora na Arábia Saudita e é jogador do clube Al-Hilal, onde o clima é desértico.
Outros jogadores perambulam pelos ricos clubes do Oriente Médio.
Tudo foi preparado minuciosamente para o grande evento.
Os torcedores que chegavam à Arena eram entrevistados pelas TVs e não continham a sua alegria.
Eram homens, mulheres e crianças que, quando interrogados sobre previsão para o placar do jogo, todos estavam confiantes na vitória da seleção canarinho.
Ninguém sequer ousou pensar em um resultado com diferença de poucos gols, muito menos em um empate.
Iniciado o jogo, o Brasil demonstrou que tinha o controle da partida, mas a primeira etapa terminou com o placar mudo.
Seus atacantes não estavam com as pontarias calibradas e os chutes eram longe das traves adversárias.
Esperava-se um segundo tempo devastador rumo à goleada esperada.
Logo aos quatro minutos da etapa final, o nosso camisa 10 cobrou com perfeição um escanteio.
O nosso zagueiro veio lá de trás e cabeceou certeiro, marcando o gol do Brasil.
Estava aberta a ‘porteira’ para a goleada, porém o que ninguém esperava era que no finalzinho do jogo o atacante do time da Venezuela, de ‘bicicleta’, mandasse a bola para os fundos da rede do Brasil.
Os aplausos das arquibancadas foram transformados em vaias de decepção.
Pior: ao deixar o gramado rumo aos vestiários, nosso camisa 10 recebeu em sua cabeça, um certeiro saco de pipocas!
Escrevi esta crônica narrativa, numa sexta pela manhã, com cara de segunda-feira.
Gabriel Novis Neves
13-10-2023
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