Há
poucos anos o Cartão de Natal impresso era um dos símbolos mais fortes do Natal
e Ano Novo.
Com
a evolução acelerada da tecnologia, principalmente da informática, o velho e
querido cartão de papel está com seus dias contados.
Hoje
as redes sociais estão tomando tranquilamente seu lugar. Dentre elas: Facebook,
Instagram, WhatsApp, Linkedin, YouTube e Twitter.
Os
brasileiros, assim como o resto da população mundial, participam ativamente
dessa imensa comunidade social virtual.
Elas
são as responsáveis pela mudança de comportamento das pessoas, e nem poderia
deixar de ser. É o progresso.
No
nosso dia a dia as redes sociais estão presentes com toda força, isto é fato. E
com isso surgiu a nova maneira de se cumprimentar os amigos e parentes pelo
Natal e Ano Novo. Vai-se embora o velho e entra o novo.
Mas,
como era gostoso receber de amigos distantes cartões de natal com a sua
mensagem escrita de próprio punho! Até mesmo de vizinhos recebíamos o pequeno e
singelo brinde!
Com
a globalização estamos todos conectados, e de todas as partes do planeta Terra,
e em linguagem própria, recebemos os afagos.
Recebi
poucos cartões tradicionais este ano, sendo que o primeiro sempre vem dos meus
queridos compadres Noemi e Sávinho. Ela é uma competente professora
universitária em Brasília. Ele é escritor e cronista.
Ideologicamente
se recusaram a ficar escravo da máquina, e são superantenados sem o uso dessa
ferramenta.
Em
compensação, o meu celular não para de fazer aquele barulhinho indicando novas
mensagens de final do ano.
Tenho
receio de que em breve teremos pouca coisa impressa para ler. Até livros
famosos da literatura nacional e internacional estão à disposição na Internet.
Filme também se assiste em casa, assim como ouvir música.
Muitos
acham a Internet invasiva, lesionando a intimidade das pessoas e sua
tranquilidade.
Porém,
o mundo moderno caminha a passos apressados. As novas conquistas, muitas vezes,
são inimagináveis para os idosos.
Para
quem trouxe para Cuiabá o primeiro computador e o implantou na nossa UFMT, tudo
que acontece é um sonho.
Era
uma máquina IBM 11.30 da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de
Janeiro, doação do equipamento ainda em pleno uso acadêmico.
Tivemos
de construir um prédio especial para alojar aquela relíquia de equipamento.
Jamais
pensei que passados mais de trinta anos um pequeno computador, com muito mais
resolução e eficiência, pudesse ser transportado no bolso de uma camisa.
Vitória
da tecnologia e recordações de uma linda história da UFMT!
Gabriel
Novis Neves
02-01-2016
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