A
situação do Brasil é semelhante à de um barco à deriva no meio de uma forte
tempestade e, o pior, sem um timoneiro aparente para conduzi-lo.
A
responsável pela navegação não consegue visualizar a gravidade da situação da
embarcação com duzentos milhões de atônitos passageiros a bordo. Sua única
preocupação é com a própria sobrevivência, coisa inadmissível pelas leis do
mar.
Seus
auxiliares, ditos de confiança, mesmo vendo o mar bravio, aguardam uma
distante, porém, esperada, calmaria. Enquanto isso, o barco está indo a pique.
Triste
a situação dos brasileiros que acreditaram em dias melhores, iludidos que foram
pelos discursos eleitorais, e, agora, se veem à deriva na embarcação, bem no
olho da tempestade, completamente abandonados.
A
ausência de uma solução urgente para o gravíssimo problema que vivemos deu
origem à desesperança e ao descrédito, que terminaram por impregnar de
pessimismo todos nós moradores dessa outrora "ilha da fantasia".
Os
detentores do poder veem como saída única para essa terrível crise financeira,
moral e ética, impor mais sacrifícios à nossa gente, como novos impostos,
aumento dos existentes e ressuscitação de alguns - como o do cheque (CPMF),
agora na sua forma moderna de débito e crédito.
Quem
sabe isso seria a salvação para cobrir os imensos rombos do governo?
O
tão propalado ajuste fiscal não passou de mais um parto da montanha.
Foi
tão modificado pela classe política dominante que perdeu seus objetivos. Quase
ninguém mais se lembra dele e, muito menos, dele se fala.
A
falta de entusiasmo com o governo é evidente, o que atesta o fracasso do plano.
As
pedaladas fiscais, condenadas no exercício passado, continuam sendo feitas e, segundo
o pensador maior do partido governamental, elas são para o bem dos pobres desta
nação.
O
que existe de fato neste país é um projeto único para salvar a presidente do
processo de impeachment.
O
barco está afundando e a timoneira não consegue evitar um possível naufrágio.
Não sei como esta nação irá aguentar por mais três anos o sofrimento de uma
morte programada.
A
economia só tende a piorar, não havendo nenhum sinal de melhoria. A incerteza é
generalizada.
É
bom lembrar a falta de apoio crescente ao Ministro da Fazenda, chegando ao
cúmulo do partido do governo, capitaneado pelo seu proprietário, pedir
publicamente a sua saída.
O
ideal seria um entendimento político amplo, em que fosse colocado o futuro do
Brasil acima de qualquer interesse partidário.
Difícil
encontrar estadistas para liderar este processo de salvação nacional!
O
que mais se encontra nesses tempos sombrios, lamentavelmente, são os
oportunistas sedentos do poder.
Gabriel
Novis Neves
23-10-2015
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.