Nossa
vizinha, a bela Argentina, com todo o seu potencial de riquezas, após doze anos
de governo dos Kitchener conseguiu trocar a condução de sua política através da
recente eleição do novo presidente Maurício Macri.
Oriundo
de uma das famílias mais ricas da Argentina é o primeiro presidente de centro
direita da nação portenha a ser eleito após os longos anos de cruel ditadura,
uma das mais violentas da América do Sul.
Após
esse período sombrio o país foi sempre presidido por peronistas ou por social
democratas.
Trata-se,
portanto, a eleição de Macri, mesmo com uma pequena porcentagem de votos, de um
fato inédito para a nação hermana.
Por
sua plataforma eleitoral, Macri cobre de esperanças grande parte da população
argentina, desencantada com as políticas populistas até então vigentes.
Para
nós brasileiros fica a expectativa de um melhor intercâmbio comercial, com
menor número de barreiras, benéfico para ambos os países.
Há
mais ou menos trinta anos, pelas inúmeras viagens ao país amigo, perturbava-me
o grau de decadência em todo o sistema político- econômico.
Paulatinamente
tenho acompanhado, infelizmente, a destruição de sua indústria, o imenso
declínio de seu comércio, a tristeza e a miséria crescentes de seu povo.
Na
minha última viagem, há cerca de um ano, custei a acreditar no que via,
inclusive, com um enorme declínio do turismo, restaurantes outrora fervilhantes
totalmente vazios, ruas desertas, rostos tristes, enfim, tudo ao contrário do
que encontrávamos na bela Buenos Aires até algum tempo atrás, uma das mais
requintadas e elegantes cidades do mundo.
Claro,
o mundo mudou, populações empobreceram de uma maneira global, mas o que
aconteceu com a Argentina é muito triste para todos aqueles que, em curtas
incursões de lazer, se encantavam com o desenvolvimento e com a elegância
transmitidas pelos hermanos a “nosotros”, sempre aquém dos padrões de vida
argentino.
A
esperança é o que move a humanidade!
Aqui ficamos na torcida para que melhores dias voltem a essa rica nação,
à qual somos ligados por laços afetivos tão profundos.
Gabriel
Novis Neves
30-11-2015
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