Esta data começou a ser comemorada em nosso país em 1953, no segundo domingo de agosto.
Segundo a tradição cristã, foi escolhida em homenagem a São Joaquim, pai de Maria e avô de Jesus.
Na verdade, a iniciativa atendeu também aos interesses do comércio, que buscava impulsionar as vendas no segundo semestre do ano.
A ideia produziu os efeitos desejados e, desde então, os pais passaram a ganhar presentes, necessários ou não.
Neste ano, recebi de minha filha um par de chinelos de borracha.
Já estou usando.
Uma linda camiseta do filho do meio.
No domingo dedicado aos pais, torna-se difícil encontrar uma mesa disponível nos restaurantes da cidade.
Os shoppings também ficam lotados de pais acompanhados pelos filhos.
Infelizmente, muitos desses velhinhos passam boa parte do ano apenas na companhia de suas cuidadoras, sem receber sequer um simples telefonema dos filhos.
No Dia dos Pais, assim como no Dia das Mães, alguns são retirados de casa e levados a passear pela cidade, quase como troféus, numa demonstração pública de carinho que nem sempre corresponde à convivência do restante do ano.
Aqui em casa, a data foi comemorada em dose dupla: um almoço em família no sábado e, no domingo, a celebração da data especial.
Meu filho caçula veio presentear-me com um almoço de filé de bacalhau, na companhia do meu irmão, que mora em Niterói.
Minha família cresceu tanto que fui obrigado a apresentar meus bisnetos ao tio visitante.
Há, porém, uma unanimidade entre todos: a educação das crianças e a beleza dessa nova geração.
Além da formação recebida em casa, seus pais fazem questão de levá-las a conhecer outras culturas, pois viajar também é uma forma de educar.
Viajam tranquilamente de avião, sentem-se à vontade em hotéis e convivem com diferentes idiomas.
Estão sendo alfabetizadas em uma rede de escolas onde o inglês faz parte da rotina.
No mundo atual, quem não aprende esse idioma certamente encontrará maiores dificuldades no futuro.
O caçula dos meus bisnetos, com apenas cinco anos, cumprimenta com naturalidade, em inglês, seus professores e funcionários da escola.
Como nasci em 1935, não cresci comemorando o Dia dos Pais, como acontecia com o Natal e o Ano-Novo.
Somente depois de casado essa comemoração passou a fazer parte do calendário da nossa família, por iniciativa da Regina.
Hoje, compreendo que mais importante do que os presentes é o carinho compartilhado.
O verdadeiro presente de um pai é sentir-se lembrado, amado e cercado pela família.
Gabriel Novis Neves
09-08-2026
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