De todos os dias da semana, a sexta-feira é o dia mais simpático. Todos a chamam pelo apelido carinhoso de —sextou!
Dá a falsa impressão de que se inicia um tríduo de descanso.
É o esquecimento da dieta, quando tudo é permitido — inclusive fazer um empréstimo bancário para, com os amigos, saborear uma picanha na brasa, com vinagrete, acompanhada de uma bem gelada.
O sonho de tirar o domingo para uma pescaria no Pantanal, sempre rico em peixes dos mais variados.
Logo chega a noite de domingo e, quem gosta, assiste aos gols do Fantástico.
É hora de dormir — e ninguém descansou. O tempo passou rápido, e já estamos planejando descansar na próxima semana.
E assim se vão as semanas, os meses, os anos.
Nosso calendário favorece as sextas-feiras. Durante o ano, temos várias sextas ‘fixas’ em semanas de comemorações.
Qualquer feriado no meio da semana é um convite a um arrastão de folgas, sempre puxando a sexta-feira pelo braço.
Dizem que o número de pessoas que, nas segundas-feiras se apresentam ao trabalho com atestados médicos de cinco dias — datados de quarta — é enorme.
Ricos e pobres, cada qual à sua maneira, celebram o sextou.
É uma doce ilusão que se renova toda semana.
E o que seria de nós, se não tivéssemos motivos para comemorar diariamente?
O aniversário de um familiar ou amigo, a aprovação em um concurso, a compra de um carro novo, as bodas que conquistamos com o passar dos anos...
Hoje é mais uma crônica que publico no blog Bar do Bugre. Um marco a ser lembrado por mim.
Memes divertidíssimos povoam as redes com o tema sextou, no ‘Dia Internacional da Cerveja’ ou mesmo da faxina.
Sexta-feira também é o dia da renovação, quando tudo parece felicidade.
Pena que, numa semana, só exista uma sexta —arrastando consigo o sábado e o domingo.
Acho que a sexta tem um charme que outros dias não têm.
Sextou para a minha crônica — e vou descansar do computador.
Gabriel Novis Neves
21-03-2025